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1 mês

Ex-primeiro-ministro paquistanês Imran Khan lidera manifestação de milhares de apoiadores

25/05/2022 12h59

Islamabad, 25 Mai 2022 (AFP) - O ex-primeiro-ministro paquistanês Imran Khan liderou, nesta quarta-feira (25), uma procissão junto milhares de apoiadores em direção a Islamabad, durante a qual foram registrados vários confrontos entre os manifestantes e a polícia.

Derrubado em 10 de abril por uma moção de censura, Khan se esforça desde então, com seu partido Movimento de Justiça do Paquistão (PTI), para exercer pressão sobre a frágil coalizão no poder, organizando grandes manifestações em todo o país.

O ex-jogador estrela de críquete convocou uma marcha à capital a partir desta quarta-feira, afirmando que seus apoiadores não abandonarão as ruas até que o novo governo aceite convocar imediatamente eleições legislativas.

A data limite para a celebração dessas eleições é outubro de 2023.

"Derrubaremos todas as barreiras e alcançaremos Islamabad", declarou Khan à frente da marcha, que reuniu mais de 20.000 pessoas, segundo estimativa da AFP.

O comboio saiu da província de Khyber Pakhtunkhwa, liderada pelo PTI.

A polícia paquistanesa bloqueou, desde o início do dia, o acesso à capital, que se encontrava sob grande vigilância. Também fechou todas as estradas principais que levam às grandes cidades mais próximas.

Em Lahore e em outros lugares, a polícia usou gás lacrimogêneo para dispersar os manifestantes. A maioria dos defensores da PTI não conseguiu sair de Lahore, onde a situação voltou à calma, segundo um comunicado da polícia.

No fim da tarde, a polícia também usou gás lacrimogêneo para dispersar 150 pessoas reunidas no centro da capital.

O governo de coalizão do primeiro-ministro Shehbaz Sharif declarou-se na terça-feira determinado a impedir a realização de um evento que visaria apenas "dividir a nação e espalhar o caos".

No início da tarde, o STF ordenou a libertação dos detidos nas últimas 24 horas e pediu ao governo e à oposição que negociem a realização de uma reunião pacífica e segura na capital.

Ao todo, 1.700 pessoas foram detidas desde que a polícia começou a revistar as casas de apoiadores do PTI na noite de segunda-feira, disse o ministro do Interior nesta quarta.

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