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Pfizer oferecerá medicamentos e vacinas a preço de custo para países pobres

Mulher veste um protetor facial enquanto passa pela frente da sede da Pfizer em Nova York - Kena Betancur/AFP
Mulher veste um protetor facial enquanto passa pela frente da sede da Pfizer em Nova York Imagem: Kena Betancur/AFP

AFP, Washington

25/05/2022 08h32

A gigante farmacêutica norte-americana Pfizer anunciou hoje que venderá seus medicamentos a preço de custo para os países mais pobres como parte de uma iniciativa apresentada no Fórum Econômico Mundial de Davos, na Suíça.

"Um Acordo para um Mundo Mais Saudável" centra-se em cinco áreas: doenças infecciosas, câncer, inflamações, doenças raras e saúde da mulher, nas quais a Pfizer detém 23 patentes, incluindo a sua vacina e tratamento oral contra a covid-19.

"Este compromisso transformador aumentará o acesso dos produtos da Pfizer - medicamentos e vacinas patenteadas disponíveis nos Estados Unidos e na União Europeia - para quase 1,2 bilhão de pessoas", informou à AFP Angela Hwang, presidente do Pfizer Biopharmaceuticals Group.

Ruanda, Gana, Malawi, Senegal e Uganda já se comprometeram a aderir ao projeto e 40 outros países são elegíveis para assinar acordos bilaterais para participar.

Os países em desenvolvimento sofrem com 70% das doenças do mundo, mas recebem apenas 15% dos gastos globais com saúde, o que tem consequências devastadoras para suas populações.

Na África Subsaariana, por exemplo, uma em cada 13 crianças morre antes de completar cinco anos, em comparação com uma em cada 199 em países de alta renda.

As taxas de mortalidade por câncer também são muito mais elevadas em países de baixa e média renda, causando mais mortes do que a malária na África.

Enquanto isso, medicamentos e vacinas essenciais geralmente levam de quatro a sete anos a mais para chegar aos países mais pobres.

Isso se soma a problemas nas cadeias de suprimentos e sistemas de saúde precários, que dificultam o acesso dos pacientes a esses produtos uma vez aprovados.

"Sabemos que há muitos obstáculos que os países devem superar para acessar nossos medicamentos. É por isso que inicialmente escolhemos cinco países-piloto para encontrar soluções operacionais e depois compartilhar as lições com outros países", explicou Hwang.

O anúncio da Pfizer "facilitará o acesso a certos tratamentos essenciais e esperamos que permita um melhor combate às doenças indicadas, que incluem a covid, bactérias resistentes a antibióticos, doença meningocócica, encefalite provocada por carrapato e doenças pneumocócicas", indicou Amesh Adalja, do Johns Hopkins Center for Health Security.

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