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Conteúdo publicado há
1 mês

ONGs pedem libertação 'imediata' e 'incondicional' de artistas cubanos

26/05/2022 15h51

Nova York, 26 Mai 2022 (AFP) - As organizações Anistia Internacional e Humans Right Watch exigiram nesta quinta-feira (26) das autoridades cubanas a libertação "imediata" e "incondicional" dos artistas Maykel Castillo Pérez e Luis Manuel Otero Alcántara, que irão a julgamento a partir da próxima segunda-feira por uma manifestação pacífica e críticas ao presidente.

Otero Alcántara, artista visual, e Castillo Pérez, rapper também conhecido pelo nome artístico "Osorbo", estão em prisão preventiva há quase um ano.

Um promotor pediu penas de sete e dez anos de prisão, respectivamente, por suas participações em uma manifestação pacífica e uma performance artística, e por criticarem o presidente Miguel Díaz-Canel.

"Maykel Castillo Pérez e Luis Manuel Otero Alcántara estão sendo processados por exercer seu direito humano de criticar seu próprio governo", denuncia Tamara Taraciuk Broner, diretora em exercício para as Américas da Humans Right Watch.

As duas organizações defensoras dos direitos humanos pedem aos governos da América Latina e da Europa que "monitorem" o julgamento e "exijam a libertação dos artistas".

"É um país onde mais de 700 pessoas, incluindo alguns menores de 18 anos, estão encarcerados simplesmente por se expressar. É de suma importância que esses julgamentos estejam sujeitos ao escrutínio internacional", pede Erika Guevara-Rosas, diretora para as Américas da Anistia Internacional, em nota.

Otero Alcántara, membro do Movimento San Isidro, fundado para condenar a censura do governo, foi detido em 11 de julho de 2021, após publicar um vídeo em que dizia que se juntaria aos protestos pacíficos que estavam ocorrendo no dia em toda a ilha.

Por sua vez, Castillo Pérez, um dos autores de "Patria y Vida", música que critica o governo cubano e se tornou o hino dos protestos, foi preso por agentes de segurança no dia 18 de maio de 2021.

"O processo contra Otero Alcántara e Castillo Pérez é parte de um padrão muito mais amplo de abusos sistemáticos contra artistas cubanos e outros críticos do governo", denunciam as ONGs, que pedem às autoridades cubanas que retirem "todas as acusações destinadas a silenciar manifestantes e críticos".

Mais de 700 pessoas detidas durante essas manifestações seguem presas, de acordo com o grupo cubano de direitos humanos Cubalex.

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