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1 mês

Justiça francesa investiga ministro de Macron por tentativa de estupro

29/06/2022 17h21

Paris, 29 Jun 2022 (AFP) - A justiça francesa abriu uma investigação na terça-feira contra um ministro do presidente Emmanuel Macron, acusado por uma mulher de tentativa de estupro, informou a promotoria de Paris à AFP nesta quarta-feira (29).

A pressão aumenta sobre o ministro da Solidariedade, Autonomia e Pessoas com Deficiência, Damien Abad, que na segunda-feira, quando a denúncia foi divulgada, a classificou como "acusações escandalosas".

A mulher o acusa de tentar estuprá-la durante uma festa organizada em sua casa em Paris em 2010. O veículo de imprensa Mediapart publicou a história da denunciante, que chamou de Laëtitia, em meados de junho.

Segundo o site de investigação, trata-se de uma política centrista, que, à época dos fatos relatados, presidia uma federação do movimento juvenil do Novo Centro, chefiado por Abad na época.

Os advogados do ministro, Benoît Chabert e Jacqueline Laffont, minimizaram o início da investigação, algo "sistemático" no momento da denúncia, e garantiram que assim seu cliente poderá "provar rapidamente sua inocência".

Na segunda-feira, o ministro, que entrou para o governo Macron no final de maio, voltou a defender sua inocência e anunciou a abertura de um processo por difamação.

A abertura da investigação "é um sinal muito bom para as vítimas. Minha cliente confia na justiça", disse à AFP a advogada do denunciante, Raphaële Bialkiewicz, nesta quarta-feira.

A acusação contra Abad, um deputado da aliança centrista de Macron, se soma a outras acusações de agressão sexual contra ministros franceses.

Na semana passada, a secretaria de Estado do Desenvolvimento, Francofonia e Associações Internacionais, Chrysoula Zacharopoulou, negou em comunicado as acusações de ter violado pacientes durante exames ginecológicos, depois de três mulheres terem apresentado queixas criminais.

Os promotores também investigaram o ministro do Interior, Gerald Darmanin, por uma queixa de estupro apresentada em 2017. Ele negou os fatos e os promotores pediram em janeiro que o caso fosse arquivado.

jpa-tjc/sag/am