Brasil mostra sua nova cara e Colômbia ameaça potências na Copa América

Para começar a fechar um ciclo de decepções sem precedentes, o Brasil apresenta sua nova cara nesta segunda-feira (24) em sua estreia contra a Costa Rica no grupo D da Copa América-2024 e, na mesma chave, a Colômbia mostra suas credenciais de favorita contra o valente Paraguai. 

Cinco anos sem erguer a taça continental, 22 anos sem conquistar o título mundial e um inusitado sexto lugar nas Eliminatórias Sul-Americanas para a Copa de 2026: o desgosto já chegou ao limite para o pentacampeão mundial. 

Forçados a amadurecer repentinamente, os campeões europeus com o Real Madrid Vinícius Júnior e Rodrygo, e seu novo companheiro Endrick (17 anos), têm a missão de liderar uma rápida mudança geracional decidida pelo técnico Dorival Júnior. 

Essa cirurgia sem anestesia deixou para trás destaques como o ex-capitão Casemiro e os atacantes Richarlison e Gabriel Jesus, enquanto o astro Neymar se recupera de uma grave lesão. 

A nova aposta brasileira será posta em prática no Sofi Stadium, em Inglewood, em Los Angeles.  

"Precisamos encontrar um equilíbrio, uma regularidade, com uma equipe que foi montada há três meses, que agora se reencontrou", disse Dorival durante a entrevista coletiva no domingo. 

Embora ainda não tenham mostrado suas melhores armas na seleção, as duas novas estrelas brasileiras são dinamite quando se fortalecem. 

"Hoje, eu jogo com o melhor jogador do mundo [Vinicius Jr.], pela temporada que ele fez. Eu estou na briga [pelo prêmio], a cada temporada tenho sido melhor", disse Rodrygo. 

O calendário é favorável na estreia, pelo menos na teoria, contra a Costa Rica, que não conta mais com seu ídolo, o goleiro Keylor Navas. Isso dá a Dorival uma leve vantagem para começar com o pé direito em um torneio que o Brasil não conquista desde 2019.

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- Colômbia intimida, Paraguai promete lutar -

Apesar dos intimidantes 23 jogos de invencibilidade, a seleção colombiana não terá vida fácil diante do combativo Paraguai, que costuma mostrar suas garras afiadas nas competições continentais.  

Este longo período sem derrotas fortaleceu uma seleção que, sob a liderança do silencioso técnico Nestor Lorenzo, está na mesa dos favoritos ao título ao lado de Argentina, Brasil e Uruguai. 

"Não pensamos em ficar invictos, não falo com os jogadores sobre a invencibilidade (...) Tirando o fato de termos ido muito bem, isso não nos garante nada. Amanhã (segunda-feira) é outra história", disse Lorenzo, que admitiu esperar um duelo "difícil" contra os paraguaios. 

O Paraguai, com dois títulos na Copa América, em 1953 e 1979, é irregular e não disputa uma Copa do Mundo desde a edição da África do Sul-2010, onde chegou às quartas de final em seu melhor desempenho na história. Está em sétimo lugar nas Eliminatórias para o Mundial de 2026 e venceu três dos últimos dez jogos. 

"Temos Miguel Almirón (Newcastle United, ING), Ramón Sosa (Talleres, ARG), jogadores com os quais podemos fazer a diferença e as ferramentas que o professor (Daniel Garnero) nos dá", comentou no domingo o atacante Julio Enciso (Brighton, ING).

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© Agence France-Presse

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