Messi e Argentina reencontram Chile no palco da final da Copa América 2016

Messi cobrou falta no ângulo. Vargas empatou de cabeça. Esse foi o último duelo entre Argentina e Chile em uma Copa América. Três anos depois, os campeões mundiais e a 'Roja' voltam a se encontrar, na segunda rodada do Grupo A da atual edição do torneio, desta vez em um palco que traz más lembranças para a 'Albiceleste' e seu capitão.

O MetLife Stadium, em East Rutherford - próxima a Nova York-, mostrou um Messi abatido. A Copa América Centenário de 2016, vencida pelo Chile, foi um duro golpe para o camisa 10 argentino, que depois daquela decepção disse que não jogaria mais pela seleção.

Era sua terceira derrota em final de Copa América (2007, 2015 e 2016). Mas o tempo passou e o futebol foi generoso com Messi. Não só conquistou o torneio continental (2021) como também venceu a Copa do Mundo (2022).

No momento, a Argentina começou com o pé direito a disputa da Copa América 2024 com uma convincente vitória sobre o Canadá por 2 a 0, em Atlanta.

"Estamos em um grupo difícil, agora vamos enfrentar uma seleção muito competitiva, muito boa, que a chegada de Ricardo Gareca também deu algo mais", advertiu Messi.

A Argentina fez três treinos fechados desde a última sexta-feira, um em Atlanta e outro no centro de treinamento do Red Bull NY da MLS, em Hanover (Nova Jersey), e parece que o técnico Lionel Scaloni pensa em mexer no time titular para enfrentar a seleção chilena no MetLife Stadium nesta quarta-feira (25), às 22h00 (horário de Brasília).

Uma das mudanças seria a entrada de Nicolás González, ponta-esquerda da Fiorentina, no lugar de Ángel Di María, embora Lautaro Martínez também esteja cotado para começar jogando.

- Cautela e desfalque importante no Chile -

No Chile nem tudo é tristeza. O técnico argentino Ricardo Gareca enalteceu o empate com o Peru na estreia, que mantém a equipe "com possibilidades".

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Sobre o confronto com a Argentina, Gareca prevê os campeões mundiais "tomando a iniciativa" e o Chile "tentando assumir um protagonismo".

"Isso é o que eu gosto no Chile, que assuma um protagonismo dentro de campo. Acredito numa Argentina agressiva, como sempre. Isso nos obriga a estar muito concentrados, atentos na parte defensiva, e também nos obriga a desenvolver nosso jogo", disse o treinador da 'Roja'.

Gareca reclamou das condições do gramado do MetLife Stadium, onde "a bola não rola da melhor maneira".

"Não é o melhor cenário. O que me disseram é que o campo está seco e, logicamente, há desníveis por conta da preparação para a Copa", advertiu.

O gramado do MetLife Stadium, uma moderna arena multiuso que é casa do New York Giants e do New York Jets da NFL, é totalmente sintético. A mudança para grama natural terminou recentemente, na última sexta-feira, confirmou à AFP uma fonte da organização do torneio, que pediu anonimato.

Contra a Argentina, o Chile também terá a ausência por lesão do atacante Diego Valdés, que foi substituído na estreia diante do Peru com um problema muscular na perna esquerda.

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- Escalações prováveis:

Argentina: Emiliano Martínez - Nahuel Molina, Cristian Romero, Lisandro Martínez, Marcos Acuña ou Nicolás Tagliafico - Rodrigo De Paul, Leandro Paredes, Alexis Mac Allister - Lionel Messi, Julián Álvarez ou Lautaro Martínez e Ángel Di María ou Nicolás González. Técnico: Lionel Scaloni.

Chile: Claudio Bravo - Mauricio Isla, Paulo Díaz, Igor Lichnovsky, Gabriel Suazo - Erik Pulgar, Marcelino Núñez - Víctor Dávila, Darío Osorio, Alexis Sánchez - Eduardo Vargas. Técnico: Ricardo Gareca.

Árbitro: Andrés Matonte (Uruguai)

cl/ma/cb/aam

© Agence France-Presse

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