Arábia Saudita chama embaixador do Irã após declaração "agressiva" do país

A Arábia Saudita chamou o embaixador do Irã para protestar contra uma declaração "agressiva" sobre a execução hoje (2) do clérigo xiita Nimr al-Nimr, informou o Ministério dos Negócios Estrangeiros de Riade. O ministério "entregou ao embaixador iraniano uma dura carta de protesto sobre as agressivas declarações iranianas sobre sentenças legais neste sábado executadas contraterroristas no reino", diz um comunicado divulgado pela agência de notícias oficial saudita SPA.

Riade manifestou a sua "completa rejeição dessas declarações agressivas, que considera uma flagrante ingerência nos assuntos do reino". O governo saudita também considerou "o governo iraniano completamente responsável por proteger" as missões do reino saudita no Irã e todos os seus funcionários de quaisquer "atos agressivos".

Nimr al-Nimr, que passou mais de uma década estudando teologia no Irã, foi um dos 47 xiitas e sunitas executados após condenação por terrorismo na Arábia Saudita.

Em resposta à execução de Al-Nimr, o Irã, inimigo de longa data do reino sunita, disse que "o governo saudita apoia movimentos terroristas e extremistas, mas combate os críticos internos com opressão e execução" e que "pagará um elevado preço por seguir tais políticas", disse o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros iraniano, Hossein Jaber Ansari.

Al-Nimr foi o impulsionador dos protestos xiitas contra o governo saudita desde 2011.

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