Policial à paisana ameaçou estudantes durante manifestação em Goiás

A Polícia Militar de Goiás confirmou que é um policial o homem armado que teria ameaçado estudantes em manifestação em Goiânia. Segundo a PM, ele foi identificado e "colocado à disposição da Corregedoria, que instaurou processo para a apuração dos fatos e atribuição de responsabilidades".

A manifestação dos estudantes ocorreu na segunda-feira (4). Eles saíram às ruas com cadeiras penduradas no pescoço, em protesto contra mudanças administrativas decididas pelo governo. Um estudante registrou a presença de um homem armado que ameaçava os estudantes e publicou na internet.

Desde o final do ano passado, secundaristas ocupam escolas em Goiás. Atualmente, são 24 escolas sob controle dos alunos. Outra reclamação dos estudantes é que viaturas policiais estão posicionadas nas portas das escolas e têm intimidado os alunos.

A PM diz que a presença nesses locais, "em hipótese alguma tem caráter intimidatório" Acrescenta que a presença nas imediações dos colégios tem como objetivo "garantir a ordem social, a paz e a incolumidade das pessoas, inclusive, dos próprios manifestantes que se encontram naqueles locais".

As reformas propostas pelo governo terceirizam a administração das escolas estaduais, que passará a ser feita por organizações sociais, entidades filantrópicas privadas. Além de cuidar da administração e infraestrutura, elas poderão contratar tanto professores quanto funcionários administrativos. O quadro atual de concursados será mantido, mas novos profissionais passam a poder ser escolhidos por processos seletivos e contratados pelas entidades.

Segundo a Secretaria de Educação (Seduce), as escolas continuarão "100% públicas e gratuitas". O objetivo é dar maior eficiência e melhorar a qualidade das unidades, que terão as estruturas melhoradas e manutenção constante. Com a administração terceirizada, professores e diretores terão tempo para focar no trabalho pedagógico.

Para os estudantes e professores a decisão foi tomada sem diálogo com a comunidade escolar. Eles acham que terceirizar a administração e a contratação de professores pode ser prejudicial para a escola, além de abrir margem para a desvalorização dos docentes e redução de direitos em relação a contratação por concurso público. A Seduce assegura que tem feito reuniões e buscado o diálogo tanto com estudantes quanto com professores.

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