Região metropolitana do Rio inaugura cooperativa de agricultores familiares

A primeira cooperativa de agricultores familiares de Itaguaí, região metropolitana do Rio de Janeiro, foi inaugurada hoje (7), no distrito de Mazomba, reunindo 23 produtores locais.

Segundo o presidente da Cooperativa de Agricultures Familiares de Itaguaí (Coopafit), Mário Grijó, a meta é chegar a pelo menos 100 agricultores rurais filiados neste ano. Grijó disse que todos terão de ser legalizados e que já existe "uma fila de agricultores" interessados em fazer parte da cooperativa. Ele pretende iniciar na próxima semana visitas aos assentamentos da região para estimular a legalização e filiação de novos cooperados.

Para formar a cooperativa, os produtores tiveram orientação do Programa Rio Rural, da Secretaria Estadual de Agricultura, e executado pela Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater-RJ). O programa incentiva a autogestão dos agricultores familiares, vinculando o aumento da renda à conservação e uso sustentável dos recursos naturais.

De acordo com Grijó, os filiados à Coopafit terão acesso à Declaração de Aptidão do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), poderão legalizar sua situação e fazer cursos profissionalizantes. "A Marinha do Brasil também abriu as portas para cursos de inglês para filhos de cooperados", acrescentou.

A Rede Biofort, da Empresa de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), também participa da iniciativa. O projeto introduz o conceito de biofortificação de alimentos no Brasil, para que se reduza a desnutrição e se aumente a segurança alimentar, elevando os teores de ferro, zinco e vitamina A na dieta da população carente. Segundo Grijó, a Embrapa quer transformar Itaguaí no segundo polo produtivo de sementes biofortificadas. "Já temos aqui uma quantidade boa de agricultores trabalhando com o projeto Biofort."

Agricultura familiar

Com a cooperativa inaugurada em Itaguaí, elimina-se a presença do atravessador, e os produtos vão  diretamente do campo para a mesas das empresas parceiras, diz o presidente da Coopafit, Mário Grijó  Arquivo/Agência Brasil

Grijó ressaltou que, com a cooperativa, elimina-se a presença do atravessador. "O produto vai direto do campo para a mesa das empresas parceiras". A cooperativa Já firmou convênio com a prefeitura  para fornecimento de alimentos às escolas e creches de de Itaguaí. Entre as empresas que já negociaram a compra direta dos produtores, ele citou a construtora Odebrecht e a mineradora Vale, além da Marinha.

Ele disse que está em estudo a criação de uma central de abastecimento, que viabilizaria a produção de alimentos ainda não cultivados na região. "Vamos fazer lavouras programadas. Antes de plantarmos, estará garantida a venda da produção. É uma garantia de que vamos vender pelo preço justo". A cooperativa se encarregará de receber a produção, fazer o controle de qualidade e a inspeção para ver se os alimentos estão dentro dos padrões exigidos para venda e de entregar o produto às empresas.

Associada à Coopafit, Hercilia Harumi Wanaga, destacou que a cooperativa ajudará os pequenos agricultores da região a vender seus produtos. "Vai ser interessante porque por aqui não tinha nenhuma cooperativa. Espero que dê certo", disse a produtora. Com a cooperativa, fica mais fácil vender os produtos em Itaguaí e também em outros municípios ao longo do Arco Metropolitano, acrescentou.

Grijó informou que a prefeitura doou o prédio da cooperativa e a Odebrecht, o mobiliário e material de escritório, enquanto a Marinha entrou com recursos financeiros e a Vale aproximou a Coopafit da incubadora de negócios da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-RJ).

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