DF faz mutirão de limpeza para combater Aedes aegypti em quatro regiões

Brasília - Cerca de 100 militares da Marinha e agentes da Defesa Civil recebem treinamento para apoiar o combate ao mosquito Aedes aegypti no Distrito Federal (Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Colaboração da comunidade  para  evitar acúmulo

de  lixo  é  importante  no  combate  ao  mosquito

Aedes aegypti, diz NovacapArquivo/Agência Brasil

O diretor administrativo da Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil (Novacap), Júlio Menegotto, pediu hoje (9) mobilização e colaboração da população para o combate ao mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, da febre chikungunya e do vírus Zika, ligado acasos de microcefalia em bebês.

Neste fim de semana, a Novacap promove um mutirão de limpeza em quatro regiões administrativas do Distrito federal para acabar com os focos do mosquito. Com 125 caminhões e cinco pás mecânicas, a companhia recolhe hoje e amanhã lixo e entulho no Plano Piloto, na Ceilândia, em Santa Maria e em Brazlândia.

Sem colaboração e mobilização da comunidade para evitar o acúmulo de lixo e entulho, "fica difícil vencer a guerra contra o mosquito da dengue", disse Menegotto.

Ele explicou que as ações deste fim de semana estão sendo realizadas nos locais com maior incidência de casos de dengue no Distrito Federal. "Vamos nos concentrar nesta semana em Ceilândia e Santa Maria. A ideia é limpar toda a Ceilândia e boa parte de Santa Maria. No outro sábado, estaremos no Gama fazendo o mesmo trabalho", acrescentou o diretor da Novacap.

De acordo com Menegotto, para esses mutirões, é feito um mapeamento das regiões onde as pessoas costumam jogar entulho e lixo. "Muitas vezes, estamos limpando o lixo e já tem uma carroça ou alguém despejando lixo no mesmo local em que estamos retirando o material descartado", disse ele, que insiste na necessidade de a população colaborar e se mobilizar para o combate ao Aedes aegypti.

A partir da próxima segunda-feira (11), os mutirões vão para as regiões do Riacho Fundo I, de Santa Maria e da Ceilândia.

Nesta semana, a Secretaria de Saúde confirmou a infecção de duas grávidas pelo vírus Zika no Distrito Federal. O terceiro caso confirmado é de uma grávida no município de Santo Antônio do Descoberto, no entorno do Distrito Federal. Oito casos suspeitos ainda estão sob investigação.

Segundo o Ministério da Saúde, além do DF, 19 estados já confirmaram a circulação do vírus. O Zika pode causar a microcefalia em bebês. Já são mais de 3 mil casos suspeitos da doença no país. A microcefalia é uma doença em que a cabeça e o cérebro da criança são menores do que o normal para a sua idade.

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