Ceará tem redução de 9,5% em mortes violentas

O número de mortes violentas registradas no Ceará caiu 9,5%, em 2015, em relação ao ano anterior. A informação foi divulgada hoje (11) pelo governo do estado. Segundo o governador Camilo Santana, esta é a primeira vez, em 17 anos, que há redução nas ocorrências de homicídios, latrocínios e lesões corporais seguidas de morte, entre dois períodos consecutivos de um ano.

Fortaleza apresentou a redução mais expressiva. Os chamados crimes violentos letais intencionais caíram 17%. Em números absolutos, foram registradas 1.651 mortes violentas em 2015. Em 2014, houve 1.989 ocorrências desses crimes.

No ano passado, Fortaleza ocupou o topo do ranking do Anuário Brasileiro da Segurança Pública com a maior taxa desses crimes entre as capitais brasileiras: 73,3 para cada 100 mil habitantes. O governador Santana atribui à capital uma fatia de 80% na redução de mortes violentas no Ceará.

De acordo com ele, com a redução de 9,5%, o estado ultrapassou a meta do Pacto Nacional pela Redução de Homicídios, que propôs à União, estados e municípios reduzir em 5% o número de crimes violentos intencionais. "Ainda temos números muito altos, mas estamos construindo os caminhos para reduzir cada vez mais a violência no estado", disse.

Em agosto, o governo do estado lançou um programa integrado, visando reduzir a criminalidade no estado. Batizado de Ceará Pacífico, a iniciativa reúne diferentes setores do governo, órgão públicos e sociedade civil.

Para o vice-presidente do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, Renato Sérgio de Lima, esse dado é significativo e deve ser comemorado. "Essa notícia mostra que as polícias fizeram um esforço muito grande ao longo de 2015, em especial com a implantação do Ceará Pacífico. É um número bastante coerente que mostra que, quando o Governo estabelece prioridades, é possível reverter quadros ruins de política pública."

Lima ressalta que essa conquista do Ceará deve servir como estímulo para novos avanços em 2016. Um dos principais, segundo disse, é fortalecer a investigação de polícia. "É preciso fortalecer a dimensão da investigação para dar respostas mais ágeis. E não é só o trabalho da Polícia Civil, mas todo o trabalho que envolve o Judiciário, o Ministério Público e a Defensoria Pública. A redução do número de mortes violentas é uma vitória, mas não permite que se baixe a guarda."

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