Duas pessoas permanecem detidas após protesto contra aumento de tarifas

Duas pessoas detidas na manifestação de ontem (12) em São Paulo, portando artefatos explosivos, continuam presas, informou a Secretaria Estadual da Segurança Pública (SSP). Mais 11 pessoas foram encaminhadas ontem à delegacia e liberadas em seguida. Os detidos poderão receber pena de três a seis anos de prisão de acordo com o Estatuto do Desarmamento.

Ontem (13), a manifestação contra o aumento das tarifas foi dispersada pela Polícia Militar antes mesmo de a passeata começar a se deslocar. A polícia disparou contra a multidão na Praça do Ciclista, o que gerou correria. Ativistas ficaram encurralados, tendo de um lado policiais da Tropa de Choque disparando bombas e, de outro, um cordão de policiais que impedia a saída deles da praça.

De acordo com o movimento Passe Livre, pelo menos 20 manifestantes sofreram ferimentos provocados por estilhaços de bombas e balas de borracha e precisaram ser encaminhados aos hospitais da região. Vários jornalistas também sofreram ferimentos, entre eles o fotógrafo Felipe Larozza, que machucou o braço.

Em nota, a SSP informou que "foi necessária a intervenção da Polícia Militar no protesto, pois os manifestantes forçaram com violência o cordão de isolamento". Segundo a secretaria, eles teriam se negado a seguir pelo trajeto determinado pela PM, a Rua da Consolação, e queriam seguir por "vias que não estavam preparadas para a manifestação naquele momento".

"A Rua da Consolação estava liberada para o protesto até a Praça da República. Não era possível a alteração do trajeto, pois as linhas de ônibus e o trânsito foram reorganizados para se adequar à manifestação. Os organizadores se negaram a comunicar previamente o trajeto à PM, conforme prevê a Constituição, o que impediu a organização de fazer outro percurso", diz a nota.

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