Oficina gratuita mostra relação entre redes sociais e mobilização

A Rede Mobilizadores promove entre os dias 18 e 22 deste mês a oficina online Redes Sociais e Mobilização. As inscrições para a oficina são gratuitas e terminam amanhã (15) pelo site www.mobilizadores.org.br.

A oficina vai debater por que as manifestações surgidas em mobilizações pelas redes sociais não conseguiram se firmar no Brasil para atuar no sistema sociopolítico. O facilitador do debate será o professor Gustavo Gindre, do Coletivo Intervozes.

Segundo Gindre, apesar da influência e alcance da internet e da facilidade das redes sociais em engajar pessoas por interesses comuns, o imenso volume de pessoas que participam do mundo virtual é uma barreira à mobilização fora do computador.

As redes, disse Gindre, têm a vantagem de criar afinidades, mas não permitem potencializar a ação das pessoas, por causa dos variados filtros existentes. "O Facebook, por exemplo, é que decide o que você vai ver ou não", apontou.

Os participantes da oficina irão aprender a potencializar as redes sociais e a usar essas ferramentas a seu favor. A ideia é a mostrar como os movimentos sociais podem utilizar as redes para dar mais densidade às suas mensagens, "e que isso possa gerar ações".

Segundo Gindre, a mobilização social nas redes só têm sentido se isso se refletir no mundo real. "Tem que ter uma relação de ida e volta. Tem que ter uma experiência concreta, porque senão aquilo se desfaz".

A oficina tem apoio do Banco do Brasil e das estatais Furnas e Eletronuclear.

A Rede Mobilizadores integra a Rede Nacional de Mobilização Social (Coep), fundada em 1993, sob inspiração do sociólogo Herbert de Souza, o Betinho.

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