Prédio do INSS no Rio é ocupado por movimentos sociais

Rio de Janeiro - Entidades que lutam por moradia populares ocupam prédio do INSS no bairro de Santo Cristo, zona norte do Rio (Tomaz Silva/Agência Brasil)

Entidades que lutam por moradia populares ocupam prédio do INSS no bairro de Santo Cristo, zona norte do RioTomaz Silva/Agência Brasil

Movimentos sociais de luta pelo direito à moradia ocuparam na manhã desta sexta-feira (15) um prédio do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) em Santo Cristo, na zona portuária da capital fluminense. Apesar de abandonado há mais de dez anos, o prédio segue sem futuro definido.

Em 2006, o Ministério das Cidades manifestou interesse na compra do imóvel para destinação a programas de habitação. Conforme o ministério, as negociações foram iniciadas, mas até o momento não foram concluídas.

Segundo dirigentes dos movimentos - Central dos Movimentos Populares, Movimento de Luta nos Bairros, Vilas e Favelas, Movimento Sem Terra, União Nacional de Moradia Popular e Fórum de Juventudes de Favelas do RJ -, o espaço tem 1,7 mil m² e poderia gerar 30 unidades para moradia popular.

De acordo com a assessora comunitária do Complexo da Maré, na zona norte do Rio, Gizele Martins, o objetivo é destinar o lugar para moradia popular e para formação política e educacional.

A coordenadora estadual do Movimento de Luta nos Bairros, Vilas e Favelas (MLB), Juliete Pantoja, informou que a ocupação foi a única saída para pressionar o governo a destinar o local para moradia popular.

Rio de Janeiro - A coordenadora estadual do Movimento de Luta nos Bairros, Vilas e Favelas, Juliete Pantoja na ocupação Vito Giannotti (Tomaz Silva/Agência Brasil)

Juliete Pantoja é cCoordenadora do Movimento de Luta nos Bairros, Vilas e FavelasTomaz Silva/Agência Brasil

"Além de outras questões, isso denuncia o déficit ocupacional do estado. Estamos vivendo um processo de remoção das populações para áreas mais periféricas, enquanto há áreas como essa, no centro da cidade, que devem ser destinadas para moradias de interesse social. Tem áreas centrais muito boas para abrigar a população, principalmente nesse processo que estamos fazendo."

Durante o dia, as polícias Militar e Federal foram acionadas para tentar desocupar o local. Aalegação é que os ocupantes estariam cometendo um crime.

Para Juliete Pantoja, crime "é ter um prédio como este abandonado, com dezenas de famílias sem ter onde morar. Esse é o verdadeio crime."

Em nota, a direação do INSS no Rio informou que um boletim de ocorrência foi registrado na Polícia Federal e que, após as negociações com o líder do movimento, não foi possível realizar uma desocupação pacífica. "A procuradoria do INSS adotará as providências judiciais para retomada do imóvel."

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