Protesto de motoristas de van escolar em São Paulo dura mais de sete horas

O protesto dos motoristas de vans escolares que trabalham para a prefeitura de São Paulo já dura mais de sete horas. Eles são contrários à mudança de regras no modelo de contratação do serviço imposta pela administração municipal. Pela manhã, motoristas de cerca de 500 vans percorreram a cidade, do Pacaembu até a prefeitura, no centro, onde continuam concentrados.

Segundo o presidente da Associação do Transporte Escolar, Anderson Malafaia, os manifestantes aguardam o fim de uma reunião que ocorre a portas fechadas entre as secretarias municipais da Educação e do Transporte. Eles esperam ter uma resposta sobre as reivindicações até o final da tarde de hoje e prometem manter a manifestação.

"Não estamos aqui apenas defendendo a categoria, porque isso vai afetar principalmente as crianças de baixa renda, porque elas vão ficar sem transporte e nós vamos ficar sem trabalho. Esse protesto de hoje é um último recurso, um ato de desespero de pais e mães de família que vão ficar desempregados", declarou Anderson Malafaia.

Motoristas de vans escolares fazem protesto em São Paulo

Motoristas de vans escolares criticam a mudança de regras no modelo de contratação do serviçoFernanda Cruz/Agência Brasil

Líder da Associação Regional de Transporte Escolar de São Paulo, Jorge Formiga disse que o novo modelo implicaria perda no valor recebido pelos motoristas, o que tornaria a prestação do serviço inviável.

Atualmente, quem presta serviço de transporte crianças à prefeitura recebe entre R$ 3 mil e R$ 5 mil pelo aluguel da van, dependendo do estado do veículo, R$ 0,30 por quilômetro rodado, além de R$ 40 por criança transportada. No total, os motoristas ganham, em média, R$ 7,5 mil mensais, e são responsáveis por arcar com os custos de combustível e manutenção da van.

A nova proposta é oferecer um valor fixo apenas por criança transportada, em torno de R$ 150, o que baixaria para cerca de R$ 4 mil o valor recebido mensalmente pelos motoristas. "E eles não garantem a demanda. Se tiver carro com capacidade para 18 crianças, passam só dez e o resto tem que correr atrás de [tranporte] particular", criticou Jorge Formiga, para quem esse modelo de contratação vai criar concorrência com motoristas particulares.

"Não tem condição de trabalhar assim, vão pôr a gente para brigar com os condutores particulares. Estamos nessa carreata também com os condutores particulares participando. Todo mundo junto contra esse modelo de contratação que eles estão propondo", acrescentou.

A Agência Brasil entrou em contato com a prefeitura, que ainda não se pronunciou.

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