Estudantes protestam no Rio contra aumento de passagens de ônibus

Rio de Janeiro - Manifestantes protestam contra aumento nos transportes no centro do Rio. Protesto teve início na Igreja Candelária e terminou em frente a Central do Brasil (Tomaz Silva/Agência Brasil)

Manifestantes protestam contra aumento nos transportes no centro do Rio. Protesto teve início na Igreja da Candelária e terminou em frente à Central do BrasilTomaz Silva/Agência Brasil

Pela terceira vez desde o reajuste de 40 centavos nas passagens, em 1º de janeiro, um grupo de manifestantes se reuniu hoje (26) no centro da capital fluminense, em protesto contra o aumento da tarifa de ônibus no Rio de Janeiros. De maioria jovens, o grupo se concentrou em frente à Candelária e percorreu cerca de três quilômetros até a Central do Brasil, terminal de trens da cidade.

A estudante de história, Natália Paes Leme, 21 anos, entregava panfletos com colegas do coletivo Rua Juventude Anticapitalista sobre os impactos das tarifas no bolso dos moradores das áreas urbanas.

"Moro sozinha e pego três ônibus para a faculdade. Fico sem dinheiro para comer no fim do mês. Acabo tendo de pedir ajuda para minha mãe", disse Natália. "Além disso, os ônibus estão uma porcaria e cheios. São poucas linhas e sem ar condicionado. O preço não se justifica."

"Estou aqui pela causa, pela revogação do aumento. São 40 centavos que fazem uma diferença enorme e pesam no bolso do trabalhador", afirmou o estudante de sociologia Carlos Takashi, 24 anos.

Com cartazes, faixas e palavras de ordem, os manifestantes cobraram a estatização do transporte público, tarifa zero, criticaram a violência policial e a criminalização das manifestações sociais. Integrantes do Movimento Sem Teto (Fist) também participaram com faixas para criticar o valor da tarifa, as remoções e os despejos dos mais pobres.

Dezenas de policiais militares acompanharam o trajeto da caminhada. Ao fim do ato, uma roleta de ônibus foi queimada e o grupo então se dispersou sem incidentes.

O primeiro protesto contra o aumento das passagens, no dia 8 de janeiro, começou de forma pacífica, mas terminou em confronto entre alguns manifestantes e a Polícia Militar (PM) na Central do Brasil, centro da capital fluminense. 

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