Pesquisa com fornecedor da prefeitura de SP mostra perfil racial de funcionários

Uma pesquisa com 200 empresas fornecedoras da prefeitura de São Paulo mostrou que 8% delas têm políticas para promoção da igualdade de oportunidades entre negros e não negros no quadro de funcionários. Quando se trata de mulheres, 17% aplicam medidas para promover a igualdade de gênero, 9,4% incentivam a participação de pessoas com mais de 45 anos, 28,3% dão oportunidades para portadores de deficiência e 77% contratam jovens aprendizes.

Produzida em parceria com o Instituto Ethos, por meio de questionário respondido por 53 das 200 empresas solicitadas, a pesquisa Perfil social, racial e de gênero dos 200 principais fornecedores da prefeitura de São Paulo pretendeu traçar o perfil dos funcionários dessas empresas e observar seus níveis hierárquicos, além de analisar a percepção dos gestores.

Segundo os dados, 67% dos gestores consideraram como adequada a proporção de negros nos cargos de gerência e 49% na diretoria. No cargo de supervisão, o percentual sobe para 69% e no quadro funcional para 74%. No caso das mulheres 78% acreditam que a presença é adequada na diretoria, 84% para a gerência e 88% para supervisão e quadro funcional.

Sobre a presença de pessoas com mais de 45 anos, 67% informaram que a quantidade no cargo de diretoria é adequada, 82% consideraram assim na gerência e no quadro funcional e 86% no quadro funcional.

De acordo com o presidente do Instituto Ethos, Jorge Abrahão, o maior desafio para a sociedade é o enfrentamento das desigualdades sociais, que, segundo ele, são a raiz de uma série de problemas. Para Abrahão, ter essa consciência é importante porque o desafio é fazer com que o entendimento do desenvolvimento sustentável integre questões importantes e é fundamental que todos os atores trabalhem em conjunto.

"As empresas têm papel fundamental na questão da diversidade. São elas que empregam as pessoas e esse é um fator que pode contribuir muito para redução das desigualdades. No caso das mulheres, vamos levar 60 anos para ter representado nas empresas o que elas representam na sociedade. No caso dos negros, serão 150 anos. Não podemos nos conformar com isso."

Conforme o secretário municipal de Promoção da Igualdade Racial, Maurício Pestana, somente neste século o Brasil começou a aplicar políticas públicas de inclusão do negro.

"Em 15 anos, saímos de 2% dos negros nas cadeiras da universidade para quase 20% das vagas. Não podemos mais ouvir que não estamos preparados para as vagas. A cidade de São Paulo tem dado exemplos expressivos na área da inclusão e temos chamado o setor privado para colaborar", concluiu Pestana.

 

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