Detetives suecos buscam na Tailândia profissional do ramo editorial desaparecido

Detetives suecos viajaram à Tailândia para investigar o desaparecimento do sueco Gui Minhai naquele país, que reapareceu sob custódia chinesa, informou hoje a polícia tailandesa.

Gui Minhai é um dos cinco profissionais do ramo editorial, ligados à editora Mighty House e à livraria Causeway Books, que desapareceram entre outubro e dezembro do ano passado. As empresas editam e vendem livros proibidos na China por criticarem o regime comunista e seus líderes.

Minhai residia em Hong Kong, mas desapareceu de seu apartamento na cidade turística de Pattaya, na Tailândia, em outubro.

O General Apichart Suriboonya, chefe da Polícia de Negócios Estrangeiros tailandesa, confirmou à Agência France Press que os agentes suecos tinham chegado ao país.

"Eles vieram para cá não para investigações, porque não têm direito legal para o fazer, mas foram enviados para ajudar e acelerar a investigação da polícia tailandesa", disse.

O jornal de Hong Kong Apple Daily noticiou que os detetives suecos visitaram o apartamento de Gui na quarta-feira, entrevistaram residentes e fizeram cópias das imagens de câmeras de segurança do edifício.

Nem o General Apichart nem a embaixada da Suécia em Bangcc quiseram comentar a notícia.

O desaparecimento dos cinco profissionais, nos últimos meses, provocaram o receio de que o Governo tailandês, com forte presença militar, estaria enviando secretamente dissidentes para a China permitindo, assim, que as autoridades chinesas os persigam livremente em seu território.

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