Bloco do Inca desfila para conscientizar sobre doação de sangue

O tradicional Bloco da Solidariedade do Instituto Nacional do Câncer (Inca) inovou neste ano e saiu dos muros do hospital. Pela primeira vez em 11 anos, a folia em prol da doação de sangue contagiou também quem estava do lado de fora da unidade, na Praça da Cruz Vermelha, centro do Rio de Janeiro. Outra novidade deste ano foi o reforço da bateria da Escola de Samba Acadêmicos do Salgueiro e sua rainha Viviane Araújo.

Rio de Janeiro - O tradicional Bloco da Solidariedade do Instituto Nacional do Câncer (Inca) inovou neste ano e saiu dos muros do hospital. Pela primeira vez em 11 anos, a folia em prol da doação de sangue contagiou

A meta da campanha de 2016 é conseguir 450 doações para manter o estoque de sangue e plaquetas regular durante o período do CarnavalFlávia Villela /Agêcia Brasil

Viviane sentiu na pele a necessidade da doação e faz questão de doar sangue sempre que pode. "Meu pai tinha uma doença no sangue, na medula e precisava de doação de sangue de 15 em 15 dias. Já doei muito sangue, fiz campanha para ele. A gente não tem esse sentimento de dever e acho que deveria ser um dever de todos nós doar sangue. E hoje quero doar", disse.

Para os padrinhos do bloco, o dançarino Carlinhos de Jesus e a bailarina Ana Botafogo, a experiência foi um sucesso e deve se repetir no ano que vem."Já era um sonho de outros anos que a gente saísse de dentro do hospital e fôssemos gritar na rua 'vem doar'", disse Carlinhos de Jesus. "O morador do prédio em frente às vezes nem sabe da necessidade dos pacientes do Inca. Acho que irmos para rua foi muito importante devido à repercussão, da abrangência que isso trará e certamente o resultado será um estoque do banco cheio. Ano que vem tem mais".

Meta
A meta da campanha de 2016 é conseguir 450 doações para manter o estoque de sangue e plaquetas regular durante o período do Carnaval. O instituto faz cerca de 1,5 mil transfusões de hemocomponentes por mês. A chefe do Serviço de Hemoterapia do Inca, Iara Motta, explicou que durante os feriados prolongados, como o carnaval, o estoque de sangue da unidade fica reduzido em cerca de 50%.

"Graças à campanha que fazemos todos esses anos, conseguimos passar esse período com absoluta regularidade", disse Iara. "Mas acho que esse ano, o bloco teve mais visibilidade e atraiu mais gente. É um chamado maior e queremos atingir a todas as pessoas que possam doar". Qualquer pessoa em boas condições de saúde, entre 16 e 69 anos e pesando mais de 50kg, pode doar sangue.

O editor de imagens Vinicius Iannuzzi, 26 anos, passava na rua quando recebeu o folheto do bloco. "Li o folheto e quando vi que me enquadrava nos padrões de doação aproveitei para vir doar e ajudar quem está precisando", disse.

Conscientização

Rio de Janeiro - O tradicional Bloco da Solidariedade do Instituto Nacional do Câncer (Inca) inovou neste ano e saiu dos muros do hospital. Pela primeira vez em 11 anos, a folia em prol da doação de sangue contagiou

Este ano o bloco teve o reforço da bateria da Escola de Samba Acadêmicos do SalgueiroFlavia Vilela/Agência Brasil

O diretor do Inca, Luis Fernando Bouzas, explicou que embora o foco do bloco seja o incentivo à doação de sangue e de plaquetas no período do carnaval, os funcionários aproveitam para conscientizar as pessoas da importância da doação regular. "O Inca tem um banco de sangue muito bem estruturado, mas precisamos de muito sangue, pois o tratamento de câncer envolve muitas transfusões. Se tivesse mais gente envolvida na doação ficaríamos mais tranquilos", disse ao destacar que o tratamento do câncer necessita frequentes transfusões das plaquetas, que têm vida útil de cinco dias.

A administradora Vanessa Baia, 34 anos, é doadora de sangue regular e pela primeira vez doou plaquetas hoje. "Tive aqui há um mês para doar sangue para o meu sogro, que estava internado. No dia 31 de dezembro, nós o perdemos, mas a campanha continua, existem outras pessoas que precisam", disse. "Vi o quanto é necessário a doação de plaquetas, pois se o paciente tiver mais de 70 quilos, por exemplo, ele precisa de sete doadores, um doador para cada dez quilos. Abracei a causa, pois existem pessoas que merecem e precisam viver".

Agendamento
Para doar plaquetas é necessário agendamento pelo telefone (21) 3207-1064. As doações podem ser feitas de segunda-feira a sexta-feira das 7h30 às 14h30. No sábado (6), só serão aceitas doações de plaquetas. Não é necessário estar em jejum, mas é importante evitar alimentos gordurosos três horas antes da doação. Pessoas com febre, gripe ou resfriado não podem doar temporariamente, assim como as grávidas e as mulheres no pós-parto.

Os doadores devem apresentar documento com foto e os menores de 18 anos só podem doar com consentimento formal dos responsáveis. Homens podem doar até quatro vezes ao ano, com intervalo mínimo de 60 dias e mulheres até três três vezes por ano, com intervalo mínimo de 90 dias.

As doações podem ser feitas na Praça Cruz Vermelha 23, 2º andar, Centro. Outras informações pelos telefones: (21) 3207-1021 / 1580

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