São Paulo terá reforço nas ações de combate ao Aedes aegypti no carnaval

A prefeitura de São Paulo mapeou 80 lugares próximos de aglomeração de foliões para intensificar as ações de combate ao mosquito Aedes aegypti no carnaval. Esses pontos estratégicos integram 3,2 mil terrenos públicos ou privados onde pode haver acúmulo de água e que são monitoradas pelas equipes de saúde do governo municipal desde outubro do ano passado. Nesses locais estão sendo aplicados larvicidas por nebulização, cuja ação dura cerca de 60 dias e impede o nascimento do mosquito.

Mosquito Aedes aegypti

A prefeitura de São Paulo mapeou 80 lugares para intensificar as ações de combate ao mosquito Aedes aegyptiArquivo/Agência Brasil

Em visita a um desses terrenos hoje (5), na Vila Matilde, zona leste, o prefeito Fernando Haddad destacou que é papel do Poder Público vistoriar e impedir proliferação dos mosquitos nessas áreas, mas que o esforço deve ser comunitário. "Áreas públicas são de responsabilidade da prefeitura e estão sendo monitorados, mas 80% dos focos estão dentro das residências", disse.

A prefeitura divulgou nesta sexta-feira um novo balanço epidemiológico que aponta que, de 3 a 20 de janeiro, foram notificados 4.065 casos de dengue na cidade, dos quais 1.062 foram descartados. No mesmo período do ano passado, foram 1.346 notificações e 376 casos confirmados. Também transmitido pelo Aedes aegypti, a capital registrou dois casos autóctones (contraídos no território do município) da febre chikungunya e dez importados.

Na cidade de São Paulo, não há registro de infecção por vírus Zika de casos autóctones. Sete crianças nasceram desde janeiro de 2015 com microcefalia que pode ter relação com o vírus. As mães tem histórico de passagem por regiões com casos suspeitos de Zika, em especial no Nordeste. Segundo a prefeitura,  as crianças estão sendo monitoradas, e os casos, investigados.

Mobilização

O governo paulista vai distribuir 500 mil panfletos sobre o Aedes aegypti em rodovias e blocos durante o carnaval. Durante o feriado, a divulgação será feita nos pedágios paulistas, nas principais rodovias, como Castello Branco, Imigrantes, Anhanguera e Anchieta.

Na segunda-feira (1º), entrou em funcionamento um site onde a população pode denunciar focos de criadouros do mosquito. Um mapa interativo permite que a população indique os pontos onde há evidências da presença do mosquito. As denúncias serão direcionadas aos gestores das 645 cidades paulistas.

Os dados sobre as notificações de dengue, chikungunya e Zika foram solicitação à Secretaria de Saúde, mas não foram informados até a publicação da reportagem.

 

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