Competição na Série A melhora nível das escolas do Rio, diz presidente da Lierj

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A competição entre as escolas de samba da Série A do Rio, antigo grupo de acesso, aumenta a cada ano. Em 2016, das 14 agremiações, 11 já desfilaram no Grupo Especial, considerado a elite do carnaval carioca. Para o presidente da Liga das Escolas de Samba do Rio de Janeiro (Lierj), Déo Pessoa, mesmo com diferenças financeiras em relação ao Especial "não deixa nada a desejar em termos de espetáculo". A Lierj foi criada para coordenar a organização dos desfiles do Acesso..

 Terra abençoada desflorando a mata virgem (Cristina Índio do Brasil/Agência Brasil)

A Acadêmicos da Rocinha abriu o desfile da Série A nessa sexta-feira na Marquês de SapucaíCristina Indio do Brasil/Agência Brasil

Segundo Déo Pessoa, essas escolas, entre elas a Unidos do Viradouro e o Império Serrano, que já foram campeãs no Especial, comprovam o trabalho para organizar e fortalecer a Série A. "Estamos trabalhando para que o desfile da Série A cresça cada vez mais e se torne um carnava de competitividade, alegria e de diversão para o público que prestigia no Sambódromo." 

A Porto da Pedra, que já esteve no Grupo Especial, se apresentou nessa sexta-feira (5) um enredo em homenagem ao palhaço Carequinha. O público nas arquibancadas se empolgou com o desfile alegre e colorido da vermelho e branco de São Gonçalo, na região metropolitana do Rio.

O ator Marcos Frota, que é proprietário de um circo e se envolveu com a arte circense por causa do palhaço, fez no esquenta da escola um chamamento emocionado de incentivo aos componentes. Ao fim, já na Praça da Apoteose, ele disse que sentia a passagem da Porto da Pedra na passarela como uma mensagem cumprida. "Missão cumprida com o Carequinha. Travei com ele uma relação de amor pelo picadeiro e hoje sinto como uma missão cumprida. Acho que ele foi super homenageado, super reverenciado como artista do povo, pelo seu próprio povo, pela sua própria.gente", acrescentou Frota.

Conforme o carnavalesco Jaime Cezário, desenvolver o enredo foi uma felicidade, porque Carequinha merece e permitiu mostrar alegria e diversão na avenida. "Foram fantasias brincalhonas, para curtir o carnaval e voltar aos bons tempos. Carnaval animado, que a Marquês de Sapucaí merece há algum tempo e que a Porto da Pedra brindou com essa homenagem bonita ao maior palhaço do Brasil", afirmou o carnavalesco.

De acordo com o presidente da Lierj, após o quarto ano no modelo de desfiles da Série A, na sexta e sábado de carnaval, foi registrado um aumento de público no primeiro dia de desfiles. "Pela primeira vez, tivemos uma sexta-feira com a melhora de público, principalmente no desfile da primeira escola, a Rocinha, da qual já foi presidene. Vamos trabalhar para que isso melhore cada vez mais", afirmou Déo Pessoa.

Déo Pessoa, presidente da Lierj

Para Déo Pessoa, a crise não afetou as escolas do Grupo de AcessoDivulgação/Portal Oficial da Rocinha

Para Pessoa, o fato da Rocinha ser uma escola de comunidade grande e forte pode ter contribuído para isso. Ele disse acreditar que também pode ter relação com o atraso no horário dos desfiles, que passou de 21h para 21h45. "Ano que vem, pensaremos em retardar um pouco mais. Isso deve ajudar o público a chegar com mais tranquilidade ao Sambódromo, porque sexta-feira ainda é dia de trabalho e o trânsito fica sempre complicado."

Sobre a Cidade do Samba 2, projeto semelhante ao que juntou em uma mesma área os barracões das escolas do Grupo Especial, o presidente da Lierj adiantou que as informações de que dispõe indicam que o prefeito Eduardo Paes deixará o projeto para o sucessor.

"Esperamos que o próximo prefeito possa de fato atender essa nossa necessidade, porque as escolas passam por muita necessidade para apresentar o que se assiste hoje, que é feito de maneira árdua e de forma difícil. Vamos continuar nessa luta, acreditando que vamos ter um espaço digno para representar o nosso carnaval da melhor maneira possível", revelou.

Com relação à crise econômica enfrentada pelas agremiações, Déo Pessoa disse que o impacto deve ter sido maior no Grupo Especial, porque, no de Acesso, as escolas já estão acostumadas a trabalhar com dificuldades.

"Nós, da Série A, podemos dizer que não afetou tanto como no Especial ou em outros setores, como o da saúde. Estamos acostumados a fazer carnavais difíceis, criativos e com pouca verba. Então, a crise está aí para a gente ver, mas para a Série A ela foi superada pelo talento e criatividade dos nossos profissionais e dos nossos dirigentes."

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