No Rio, bloco atrai foliões com clássicos do rock e batida original do samba

Bloco do Rock sai na Praça Tiradentes

No Rio, carnaval e rock dão samba  Divulgação

Para quem pensa que rock'n roll e carnaval não dão samba, o Bloco do Rock provou justamente o contrário ao reunir na tarde desta terça-feira (9), no centro do Rio de Janeiro, amantes dos clássicos da música de origem norte-americana embalados por uma bateria de  sambistas da União da Ilha do Governador.

O repertório que animou os foliões na Praça Tiradentes incluiu sucessos das bandas Rolling Stones, Beatles e Legião Urbana e da cantora Pitty, entre outros nomes famosos do rock.

Filho de músico, Leandro Joia diz que é cria do rock desde criança. Ele conta que aprendeu com o pai muitas coisas desse gênero musical, chegando a tocar como contrabaixista de uma banda gospel antes de casar. Leandro conheceu o bloco no ano passado, na Avenida Chile: queria ir para um lugar onde pudesse se divertir com a família e gostou tanto que voltou este ano. Para Leandro, rock e samba fazem uma mistura boa. "Não tem música melhor."

Segundo o presidente do bloco, Fabio Cardoso, a ideia veio de um grupo de amigos roqueiros que não se sentiam representados no carnaval.

A coisa começou como uma brincadeira, reunindo roqueiros e percussionistas da União da Ilha. "E a galera começou a chegar."  Foi pegando clássicos do rock estrangeiro e nacional e misturando com a batida do samba. O Bloco do Rock nasceu há dois anos. Para isso, os participantes criaram a Associação Civil, Cultural, Recreativa e Esportiva Bloco do Rock e decidiram se apresentar no centro da cidade. O bloco promove oficinas de percussão na Lona Cultural Renato Russo.

Crise dificulta saída

Neste ano, os roqueiros tiveram dificuldade para sair, por causa da crise financeira. Tentaram, sem sucesso, obter financiamento coletivo (crowdfunding) e patrocínio de comerciantes da região. O máximo que obtiveram foi uma doação de bebidas de uma cervejaria. Venderam as bebidas para cobrir os gastos, avaliados em R$ 4 mil, e também camisetas do bloco. O local escolhido para a segunda apresentação do bloco, a Praça Tiradentes, agradou a Cardoso. "Aqui é muito bom. Vamos manter aqui", disse o presidente do bloco.

Como tem que ensaiar várias vezes em estúdio durante o ano, a bateria do bloco é pequena: 30 músicos fixos, aos quais se somam convidados a cada ano. Cardoso explicou que o Bloco do Rock é diferente de outros grupos, como o Thriller Elétrico, que pega as músicas do cantor pop Michael Jackson e põe em ritmo de samba. A turma do rock não desconstrói a música: tenta manter os clássicos do gênero bem próximos do original possível e mistura com a batida original do samba. "Junta tudo."

No ano passado, cerca de 1,5 mil pessoas seguiram o bloco. Este ano, mais de 5 mil confirmações foram feitas pelo Facebook. "Se der 3 mil [pessoas], estou satisfeito", disse Fabio Cardoso, ao manifestar sua expectativa para este ano.

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