Laudo não encontra motivos para prisão domiciliar da empresária Cristina Mautoni

O laudo pericial solicitado pelo juiz federal Vallisney de Souza para verificar a procedência do pedido de prisão domiciliar feito pela empresária Cristina Mautoni não encontrou elementos que justifiquem a pretensão da ré,  presa durante a Operação Zelotes da Polícia Federal. Cristina alega piora em seu quadro de saúde, após cirurgia vascular feita meses antes de ser presa. Ela diz sentir dores no quadril e nas costas - dores que, segundo ela, não melhoraram, apesar das sessões de fisioterapia.

Cristina e o marido, o lobista Mauro Marcondes, são sócios na empresa Marcondes e Mautoni Empreendimentos e Diplomacia Corporativa (M&M), suspeita de ter participado de um esquema irregular, no qual contrataram a empresa LFT Marketing Esportivo, de Luis Claudio Lula da Silva - filho do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Em seu depoimento, a empresária não soube precisar qual serviço foi prestado pela LFT, a quem sua empresa pagou R$ 2,5 milhões.

De acordo com o laudo divulgado hoje (17) pela 10ª Vara Federal, "não há qualquer evidência de alterações funcionais em membros inferiores em decorrência da cirurgia de varizes" feitas pela ré, e "o pequeno edema [que apresenta] é proveniente da insuficiência venosa", não havendo, portanto, relação com a dor alegada.

Durante os exames periciais, ao subir na maca, Cristina elevou a coxa direita em 90° para apoiar-se, antes de erguer a perna esquerda e girar o quadril. Naquele momento, chamou a atenção dos peritos o fato de que os pés "não mais mantiveram o desvio medial descrito no relatório médico anterior" - motivo pelo qual ela se mantinha, durante os exames,  em uma cadeira de rodas.

Os peritos informam, também, que "não há lesão neurológica, não há déficit motor ou neurológico, não há hipotonia e não há comprometimento de movimentos que justifiquem a queixa da periciada ou a sua suposta incapacidade".

O relatório cita que Cristina queixava-se de dor em um determinado local, quando manipulada por um assistente técnico. No entanto, ao ser tocada posteriormente no mesmo lugar, de uma forma diferente mas acionando as mesmas estruturas anatômicas, as queixas não se repetiam. O laudo apresentado hoje (17) pela Justiça Federal, em Brasília, servirá de base para que o juiz Vallisney de Souza tome sua decisão sobre acatar ou não o pedido da ré para que a prisão seja cumprida no próprio domicílio.

 

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