Testemunhas são ouvidas em julgamento sobre briga de torcidas

O julgamento de 28 pessoas, integrantes das torcidas organizadas Gaviões da Fiel (Corinthians) e Mancha Alviverde (Palmeiras) e acusadas de envolvimento em confronto, em 2012, que resultou na morte de dois palmeirenses, começou ontem (29) com o depoimento de três testemunhas. A juíza Flávia Castellar Olivério conduz o caso no Fórum de Santana, na capital paulista.

Foram arroladas, inicialmente, 22 testemunhas de acusação, mas apenas 14 compareceram. Dos presentes, a juíza já ouviu três e pretende ouvir mais cinco na próxima sessão, marcada para o dia 9 de maio, às 10h, no Fórum de Santana. Em seguida, serão ouvidas as testemunhas de defesa e, por fim, os réus.

No enfrentamento, que envolveu cerca de 300 torcedores dos dois times, André Alves Lezo, de 21 anos, morreu com um tiro na cabeça e Guilherme Vinícius Jovanelli Moreira, de 19 anos, morreu por traumatismo craniano após ser atacado com uma barra de ferro. O confronto ocorreu na Avenida Inajar de Souza, na zona norte paulistana.

Os corintianos irão a juri popular pelos crimes de homicídio qualificado e formação de quadrilha. Os palmeirenses respondem por formação de quadrilha. Entre os acusados de assassinato, dois - Rodrigo Gonzales Tapiá "Digão" e Carlos Roberto de Britto Júnior - tiveram a prisão preventiva decretada por envolvimento em nova briga contra torcedores do Vasco da Gama, no Aeroporto de Natal (RN), em julho de 2015.

Segundo a denúncia do Ministério Público (MP), o confronto foi combinado por membros das duas torcidas rivais, ocorrendo, inclusive, distante do Estádio do Pacaembu, onde houve uma partida dos dois times. Os assassinatos foram uma ação de vingança dos corintianos contra os palmeirenses pela morte de Douglas Karim Silva, ocorrida no ano anterior.

Apesar de o embate ter sido combinado, de acordo com a versão do MP, houve uma emboscada. Os palmeirenses foram surpreendidos, mas teriam conseguido revidar o ataque. "Mas não conseguiram evitar que dois de seus integrantes, André Alves Lezo e Guilherme Vinícius Jovanelli Moreira, fossem atingidos por golpes dirigidos especialmente contra suas cabeças, mesmo depois de já terem caído ao chão", acrescentam os promotores.

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