Rio inaugura casas para fortalecer direitos femininos e resgatar autoestima

A Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres da prefeitura do Rio inaugurou hoje (8) duas Casas da Mulher Carioca. Os espaços, localizados em Madureira, na zona norte, e Realengo, na zona oeste, são centros de cidadania, resgate e fortalecimento da autoestima das mulheres. Além de acolher mulheres vítimas de violência, as casas também prestam apoio psicológico, emitem documentos e oferecem cursos de capacitação.

A secretária de Políticas para as Mulheres, Ana Maria dos Santos Rocha, disse que o projeto visa a reforçar os direitos que todas as mulheres têm, mas que por vezes são oprimidos. "É um projeto original de reforço dos nossos direitos, com a visão da mulher como um ser integral para fortalecer a cidadania e o empoderamento feminino. Vamos fortalecer também a capacitação de cada uma, para que se coloque no mercado de trabalho, melhore a formação política, batendo sempre nessa tecla da questão cultural,que é elevar a figura da mulher como um ser forte".

Madureira e Realengo foram escolhidas porque, segundo a secretaria, são as áreas com os maiores índices de pobreza feminina. "Nós estamos só começando e escolhemos esses dois bairros por causa desses índices. Mas o nosso objetivo é atingir o maior número possível de mulheres de todas as regiões. Teremos postos de atendimento para que elas tirem carteira de trabalho, sejam direcionadas para cursos ou até vagas de trabalho. Acredito que toda a cidade merece usufruir disso também mais à frente", disse.

Jacqueline Pitanguy, coordenadora executiva da Cepia, organização não governamental voltada para a execução de projetos que contribuam para a ampliação e efetivação dos direitos femininos, considerou fundamental a criação das Casas da Mulher. Para ela, a união, em um único espaço, de diversos tipos de serviços voltados às mulheres é fundamental.

"É fundamental essa união de todos os serviços que a mulher precisa em um único local. Desde o acolhimento após casos de violência, passando por todo o acompanhamento policial e jurídico. São caminhos diferentes, mas que quando juntos em apenas um local facilitam a rota da mulher em busca de seus direitos de segurança e justiça".

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