Sistema de previsão meteorológica para a Olimpíada recebe novos equipamentos

O ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Celso Pansera, em entrevista na Nave do Conhecimento Olímpico,

no Rio. Pansera visitou também o Centro de Hidrografia da Marinha, em NiteróiFernando Frazão/Agência Brasil

O processo de instalação de boias meteoceanográficas adquiridas pelo Ministério da Ciência,Tecnologia e Inovação deve ser concluído até o fim deste mês, com a instalação da terceira e última boia na praia de Copacabana. Duas boias estão instaladas desde julho do ano passado na entrada e no meio da Baía de Guanabara. Esses equipamentos são importantes para municiar as equipes em suas estratégias de competição.

Segundo o ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Celso Pansera, as boias farão a modelagem para prever como vão se comportar os ventos, qual será a salinidade da água, tudo que envolve as atividades de canoagem e iatismo. "Está tudo pronto, estamos vendo agora o que precisa de equipamento sobressalente, caso ocorra algum tipo de imprevisto, algum defeito, no período das Olimpíadas", disse Pansera, que foi hoje (9) ao Centro de Hidrografia da Marinha, em Niterói, para inspecionar o andamento dos trabalhos. O centro é o responsável pela operação das boias.

Foram investidos cerca de R$ 2,1 milhões no sistema meteorológico para os Jogos e serão necessários mais R$ 600 mil para compra de equipamentos sobressalentes, que, em sua maioria, são importados. O ministro disse, porém, que o processo de compra será acelerado devido ao Marco Regulatório da Ciência e Tecnologia e Inovação, sancionado no dia 11 de janeiro. "A Autoridade Olímpica irá comprar e o ministério repassará o dinheiro. Com a nova lei, esses equipamentos terão facilidade de importação", afirmou.

Também foram instalados três centros de controle em terra de medição de temperatura e chuvas, que fornecerão informações para o Comitê Olímpico Internacional. Após os jogos, as boias serão deslocadas para a Região Sul do país e farão parte do sistema de monitoramento da costa brasileira.

Nave do Conhecimento

Rio de Janeiro - Futuras instalações da Nave do Conhecimento Olímpico, no Engenhão (Fernando Frazão/Agência Brasil)

Futuras  instalações  da  Nave  do  Conhecimento  Olímpico,  no  Engenhão         Fernando  Frazão/Agência  Brasil

 

À tarde, acompanhado do prefeito Eduardo Paes, o ministro visitou a futura instalação da Nave do Conhecimento Olímpico, no Estádio Nilton Santos, o Engenhão, na zona norte do Rio. O espaço, que deve ser inaugurado em maio, vai abordar a história das Olimpíadas com equipamentos tecnológicos e interativos. A prefeitura estima que passem pelo local cerca de 35 mil pessoas por dia.

Esta será a nona Nave do Conhecimento da cidade. O projeto foi criado para integrar a população de baixa renda ao mundo digital, com acesso à internet, computadores e cursos voltados para a área de tecnologia da informação. A obra custou à prefeitura R$ 12 milhões.  Segundo o prefeito, o convite para a visita de Pansera, foi estratégico. "A ideia é tentá-lo, para conseguir o dinheiro dele", brincou Paes.

O ministro, no entanto, informou apenas que está em conversa com a Secretaria de Ciência e Tecnologia do município para possível aporte de recursos para o espaço.

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