Jogos Olímpicos: ministra destaca preparo do país na questão sanitária

Rio de Janeiro - Centro de Hipismo para os Jogos Olímpicos de 2016 (Cristina Indio do Brasil/Agência Brasil)

"Estamos prontos  para  receber  os  animais,  os  atletas, e o Brasil ser campeão", disse a ministra da Agricultura, Kátia  Abreu,  em  visita  ao  Centro  de  Hipismo  dos  Jogos  Olimpícos    Cristina  Indio  do  Brasil/Agência  Brasil

A ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Kátia Abreu, reconheceu hoje (11) que o ministério usou "rigor desnecessário e burocrático" para definir os critérios de entrada no país dos cavalos que vão participar de competições nos Jogos Olímpicos do Rio. A ministra disse, porém, que tudo foi resolvido e a situação na Federação Internacional de Hipismo, normalizada. A federação chegou a fazer críticas ao processo.

Segundo a ministra, a definição dos critérios foi demorada por causa da burocracia estatal, comum em vários países. Em visita ao Centro de Hipismo, ela destacou que, na comparação com outros países, o critério de segurança melhorou.  Bastou a edição de uma instrução normativa para tudo ficar resolvido "sem perder o rigor e a excelência no trabalho", acrescentou a ministra.

Para Kátia Abreu, essa experiência será o legado do Ministério da Agricultura após os Jogos Olímpicos. "Todo esse trabalho de biossegurança - o próprio Ministério da Agricultura cresceu com isso. Nossos fiscais federais aprenderam, nossos técnicos, até a ministra aprendeu um pouquinho sobre o assunto." Ao destacar que esse trabalho como legado para o Brasil, ela disse que todos os que vierem aos Jogos vão compreender o trabalho desenvolvido aqui e "levar lá para fora" a convicção de que o país está preparado na questão sanitária".

A ministra enfatizou que o trabalho feito na área destinada às provas de hipismo e de permanência dos animais está de acordo com as exigências de biossegurança internacionais. Ela chamou a atenção para o fato de que, 15 meses antes da chegada dos cavalos, a área já estava livre de contaminação. "Tivemos tanto cuidado, que o que é recomendado pela organização internacional é em torno de seis meses a área livre, e nós vamos completar 15 meses até a chegada dos animais. Então, nós estamos absolutamente tranquilos."

"O Brasil quer se tornar uma referência não só em período de Olimpíada, mas em outras provas que poderão surgir mundo afora. O Brasil quer ser lembrado por sua eficiência na questão sanitária, e nós estamos vendo também que, na estrutura física, estamos preparados para receber qualquer tipo de campeonato mundial", acrescentou.

Kátia lembrou que a preparação começou há dois anos, com a limpeza da área, de onde foram retirados pequenos animais e eliminadas pragas e doenças para alcançar o vazio sanitário e declarar a área livre de doenças de equinos. Ela destacou a impotância de a Organização Mundial da Saúde Animal (OIE) reconhecer o trabalho feito, os critérios adotados, todo o cronograma para implantar a área dessa forma. "Estamos tranquilos, inclusive porque o foco de mormo,uma doença típica de equinos, também foi eliminado. Enfim, estamos prontos para receber os animais, os atletas, e o Brasil ser campeão."

De acordo com a ministra, outro ponto é que o Brasil é um país tropical e um grande produtor de alimentos, por isso, tem a obrigação de ser grande na defesa agropecuária tanto na área animal quanto na área vegetal. "Como um país tropical, existe no Brasil a tendência de pragas e doenças proliferarem com muita rapidez. A defesa agropecuária brasileira, queremos transformá-la para ter reconhecimento nacional e também funcionar como uma escola para os demais países, no sentido de fazer alianças e parcerias para disseminar o nosso conhecimento."

Cortes não afetaram defesa agropecuária

Ela ressaltou que a área de defesa agropecuária foi preservada, mesmo com os cortes feitos para o ajuste fiscal. Segundo a ministra, isso foi feito para dar ao Brasil e a todo o mundo a certeza de que a defesa agropecuária "é papo sério" para o Ministério da Agricultura. Nos investimentos referentes à Olimpíada, não houve restrição na parte que coube ao ministério, a de defesa agropecuária.

A ministra informou que, no ano passado, foram aplicados R$ 198 milhões em defesa agropecuária e que haverá aumento de 35%, o que significa um avanço nos programas. "Temos uma área de fronteira enorme no país. Precisamos estar atentos porque temos fronteiras em áreas sem floresta e sem água, fronteiras secas, livres e abertas. São 350 pontos na fronteira. Temos uma força nacional de defesa que criamos agora para casos de prevenção e risco iminente e estamos equipando nossos laboratórios aqui e lá fora. É importante ter todos esses instrumentos, porque defesa não é só olhar, não é só vigiar",afirmou.

 Rio de Janeiro - Competição de esgrima durante evento-teste para a Olimpíada de 2016, na Arena da Juventude (Cristina Indio do Brasil/Agência Brasil)

Lutas de esgrima movimentaram a Arena da Juventude nesta sexta-feira Cristina Indio do Brasil/Agência Brasil

Kátia Abreu foi hoje (11) aos centros de Hipismo e de Pentatlo Moderno no Complexo de Deodoro, na zona norte do Rio. fechando uma semana de visitas de ministros a equipamentos esportivos que serão palco de provas olímpicas. Segundo a ministra, esta foi uma orientação de governo para que os representantes das relacionadas aos Jogos tivessem mais proximidades com os gastos e o desenvolvimento dos projetos.

A ministra da Agricultura visitou também a Arena da Juventude, onde estavam ocorrendo competições de esgrima que fazem parte do evento-teste de Pentatlo Moderno.

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