Grupos paramilitares ressurgem na Colômbia, denunciam organizações de esquerda

Cerca de 20 organizações colombianas de esquerda denunciaram o ressurgimento de grupos paramilitares no país, oficialmente desmobilizados em 2006,. As organizações estimam que 28 pessoas foram assassinadas no último mês.

Os homicídios estão registrados em um relatório apresentado em Bogotá, assinado, entre outros, pelo Partido Comunista, a Cúpula Agrária, o Movimento Nacional de Vítimas de Crimes de Estado e  congressistas do Polo Democrático Alternativo.

No documento são identificados 13 líderes sociais e de direitos humanos, com mais 15 pessoas "assassinadas no quadro das "chamadas ações de limpeza social", como parte da estratégia de terror (dos paramilitares) para controlar as comunidades onde estão presentes".

A organização paramilitar Autodefesas Unidas da Colômbia (AUC) foi dissolvida oficialmente em 2006, durante a presidência de Álvaro Uribe (2002-2010), mas em 2015 várias organizações sociais e de direitos humanos denunciaram o seu ressurgimento, sob a figura de grupos criminosos dispersos por todo o país.

A apresentação do relatório contou com a presença de Aída Avella, líder do partido União Patriótica, que teve cerca de 4 mil dos seus membros assassinados pelos paramilitares nos anos 80.

"Todas as AUC estão reativadas em todo o país, e isso é muito grave", comentou Avella.

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