Professores criticam tratamento desigual do governo de SP em atos na Paulista

O Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp), filiado à Central Única dos Trabalhadores (CUT), divulgou nota de repúdio ao tratamento dado pelo secretário estadual da Segurança Pública, Alexandre de Moraes, ao ato contra o governo federal na Avenida Paulista, que durou mais de 36 horas.

Para a entidade, houve maior tolerância com o bloqueio da via e menos rigor do que em manifestações anteriores, como as do Movimento Passe Livre. O comunicado informa que a presidente da Apeoesp, Maria Izabel Azevedo Noronha, enviou carta ao secretário questionando a diferença de tratamento.

São Paulo - Com bandeiras do Brasil amarradas ao corpo, um grupo de manifestantes permanece hoje (17) bloqueando os dois sentidos da Avenida Paulista contra a nomeação de Lula para a Casa Civil e pelo impeachment da

Um grupo de manifestantes ocupou por mais 36 horas a Avenida Paulista em ato contra o governo Arquivo/Agência Brasil

Na interpretação do sindicato, as pessoas que ocupavam a Avenida Paulista desde a noite de quarta-feira (16) até a manhã de hoje (18), quando foram retiradas à força pela Tropa de Choque da Polícia Militar, agem "em favor de um golpe contra a democracia no Brasil".

Apesar dessa retirada, a Apeoesp considerou o comportamento das autoridades de segurança mais condescendente. "Nosso sindicato tem sido processado pelo governo estadual, com multas de R$ 100 mil diários, quando utiliza qualquer tática de ocupação de avenidas como forma de protesto, assim como outros movimentos são duramente reprimidos pela PM em situações semelhantes ou quando apenas tentam realizar uma caminhada fora dos limites estabelecidos pelas forças de segurança", diz a nota.

Em entrevista à imprensa hoje pela manhã, o secretário Alexandre de Moraes foi questionado sobre o motivo do tratamento diferenciado dado em manifestações estudantis do Movimento Passe Livre e a ocorrida nos dois últimos dias, na Avenida Paulista. Segundo ele, "são situações absolutamente diferentes".

Na avaliação de Moraes, as manifestações atuais, além de serem atos pacíficos, refletem questões institucionais "neste momento da maior crise econômica [do país]". "Nossa função é não colocar mais fogo nos ânimos já acirrados". O secretário defendeu que é necessário agir com bom senso e tranquilidade para garantir o direito constitucional de manifestação tanto dos grupos que apoiam a presidenta Dilma Rousseff quanto dos que pedem o impeachment.

Quanto ao ato pró-governo federal de hoje à tarde, Alexandre de Moraes afirmou que as condições de segurança serão as mesmas da manifestação do último dia 13, quando, pelos cálculos da Polícia Militar, 1,4 milhão de pessoas participaram do protesto na Avenida Paulista.

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