Lutadora olímpica lamenta medalha furtada em São Paulo: "era a mais importante"

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A lutadora olímpica Laís Nunes, 23 anos, teve duas medalhas de competições internacionais furtadas na semana passada, no Terminal Rodoviário Tietê, em São Paulo, para onde tinha viajado para rever amigos e buscar documentos.

A atleta contou que deixou a bolsa em cima de uma mesa enquanto comprava um sanduíche, a menos de dois metros de distância. Quando voltou, não estava mais lá.

Na bolsa havia documentos, computador, celular, um HD externo com o acervo pessoal de fotos da atleta e as duas medalhas internacionais que marcaram sua classificação para a Olimpíada do Rio 2016, conquistadas um mês atrás, nos Estados Unidos.

"Fiquei desesperada, e minha amiga também. Começamos a procurar no lixo e, depois de quase uma hora e meia rondando, a gente viu que não tinha mais jeito. Quem pegou já tinha ido", contou a lutadora, que usou as redes sociais para avisar amigos e seguidores do ocorrido e registrou o furto em uma delegacia.

A Agência Brasil procurou a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo para pedir informações sobre o prosseguimento das investigações, mas não teve reposta até o fechamento desta reportagem.

Laís ainda tem esperança de que, com a repercussão do caso, alguém devolva pelo menos as medalhas: uma do Pan-Americano da modalidade, em que conquistou o ouro; e uma de prata do torneio pré-olímpico.

"O não a gente sempre tem, né? Estou esperançosa de que, de repente, Deus vai tocar no coração dessa pessoa, e ela vai se tocar de que não tem valor pra ela, e vai deixar em algum lugar, ou alguém pode achar, porque essa pessoa pode já ter jogado fora", diz a atleta, que reforça que o material da medalha não tem valor.

"São duas medalhas de acrílico que não têm valor nenhum, porque é tipo um plástico. Tem valor pra mim, porque isso não vai voltar mais. Agora essa classificação ficou só na minha memória, na minha lembrança. De todas as medalhas que eu tenho, para mim aquela é a mais importante, porque foi quando eu consegui a classificação olímpica."

Além do prejuízo material e emocional, Laís também se queixa do transtorno para conseguir tirar a segunda via dos documentos. Sua programação anterior era já retomar o treinamento hoje no Rio de Janeiro, mas o dia teve que ser dedicado a retirar a segunda via de documentos.

"É a maior dificuldade para tirar os documentos. É muito complicado. Isso prejudicou o treinamento. Estou tentando resolver o mais rápido possível para dar continuidade e voltar a treinar e focar na Olimpíada."

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