Políticos de oposição defendem novas eleições em debate no Rio

Parlamentares e políticos de partidos de oposição defenderam hoje (21), durante debate na Associação Brasileira de Imprensa (ABI), no centro do Rio. a saída do atual governo e a convocação de novas eleições. Participaram os senadores Cristovam Buarque (PPS-DF) e Randolfe Rodrigues (Rede-AP) e a vereadora por Maceió (AL) Heloísa Helena (Rede).

"Existem vários caminhos dentro da legalidade, respaldados pela Constituição e pela legislação em vigor. Eles vão da possibilidade de um referendo revogatório à questão do procedimento investigatório, conhecido como impeachment, que pode culminar, ou não, na cassação de mandato, e à necessidade de agilização do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que é a cassação da chapa. O que nós esperamos é entregar ao povo brasileiro a possibilidade de decidir seu destino de forma direta. Novas eleições", disse Heloísa Helena.

Para o senador Cristovam, existem várias alternativas na mesa. "Primeiro seria a renúncia da presidenta, mas isso aí é de foro íntimo. Não adianta nem a gente propor. A segunda seria o impeachment, mas aí precisamos dar legalidade ao processo. É preciso haver provas concretas dos crimes. A outra seria a cassação pelo TSE, com todas as complicações que tem, pois hoje quem assumiria seria o [deputado Eduardo] Cunha. No caso do impeachment, seria o [vice-presidente Michel] Temer, que se fala que também tem problemas com a Lava Jato. Outra saída seria um plebiscito revogatório da chapa. E a última seriam as eleições gerais. A convocação da eleição geral resolveria tudo", disse o senador Cristovam.

Randolfe sustentou que a crise só se resolve chamando o povo para opinar e decidir. "Queremos ancorar a solução da crise no que há de mais legítimo na democracia, que é o sufrágio universal, a soberania popular. Temos este caminho pela cassação da chapa no TSE, com convocação de novas eleições, a proposta que inclui a revogação popular de mandato, o recall, e uma proposta de emenda constitucional que está no Congresso, prevendo que, em caso de impedimento ou vacância do presidente da República, em 60 dias o vice-presidente convoca eleições. A solução que estamos apontando, que consideramos a menos traumática, é levar a crise para o sufrágio do povo", acrescentou Randolfe.

Também participaram da mesa o sociólogo Luiz Eduardo Soares, o ex-deputado Vladimir Palmeira e o professor Cândido Mendes, reitor da universidade que leva seu nome.

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