Testemunhas de defesa começam a depor em audiência sobre chacina no Pavilhão 9

Testemunhas de defesa dos dois policiais acusados de participação na chacina na sede da torcida organizada Pavilhão 9 começaram a ser ouvidas na tarde de hoje (21) no Fórum Criminal da Barra Funda, em São Paulo. Segundo a assessoria do Tribunal de Justiça, estão previstos depoimentos de seis testemunhas, duas delas protegidas, ou seja, que serão ouvidas de forma sigilosa pela juíza Giovanna Christina Colares. Os depoimentos tiveram início por volta das 13h30 de hoje.

A chacina ocorreu no dia 18 de abril do ano passado. Por volta das 23h, três pessoas armadas entraram na sede da torcida organizada do Corinthians, logo após um churrasco. Doze torcedores ainda estavam no local quando os três criminosos chegaram. Quatro conseguiram fugir, mas os demais foram obrigados a se ajoelhar e, depois, a se deitar no chão. Todos foram executados. Sete morreram no local. A oitava vítima chegou a ser socorrida, mas morreu no hospital.

Duas pessoas foram presas acusadas pela chacina: o policial militar Walter Pereira da Silva Junior, investigado por participação em uma chacina em Carapicuíba, também no ano passado; e Rodney Dias dos Santos, ex-policial militar. Silva Junior foi solto em dezembro por falta de provas.

Em outubro do ano passado, foram ouvidas testemunhas de acusação, entre elas, um dos delegados que presidiram o inquérito, Marcelo Bianchi. Segundo o delegado, testemunhas que foram ouvidas no inquérito policial reconheceram Silva Junior e Rodney Santos como responsáveis pela chacina. Bianchi disse que pediu a prisão dos dois por ter convicção de que eles foram os responsáveis pelas oito mortes

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