Ação para conter manifestantes na PUC paulista foi legítima, diz secretário

O secretário de Segurança Pública do estado de São Paulo, Alexandre de Moraes, disse hoje (22) que a ação da Polícia Militar durante o protesto de um grupo favorável ao impeachment da presidenta Dilma Rousseff, em frente ao prédio da Pontifícia Universidade Católica (PUC), em Perdizes, na Zona Oeste de São Paulo, na noite de ontem (21), foi legítima e só ocorreu porque um grupo contrário tentou impedir os manifestantes de continuarem o ato contra a corrupção.

"Temos que parar com esse absurdo de acusar a polícia de problemas criados por alguns manifestantes. Na quinta-feira passada, tivemos, na mesma universidade, a manifestação a favor do governo, sem nenhum problema. Ontem, o ato era de pessoas da PUC contrárias ao governo federal. Durante a manifestação, um grupo a favor do governo quis evitar o ato. Uma das pessoas quis subir no carro de som do outro grupo, e isso gerou animosidade. Os grupos começaram a se ofender. Isso poderia gerar briga, então a polícia precisou dispersar", afirmou Moraes, depois de participar da cerimônia de posse de policiais civis, na capital paulista.

Segundo o secretário, para dispersar os manifestantes que tentavam atrapalhar o ato do grupo oposto, a Polícia Militar usou bombas de gás lacrimogêneo, balas de borracha e spray de pimenta. O secretário negou que haja diferenciça no tratamento aos manifestantes.

"Não há direcionamento diferente com relação a nenhum grupo. Cada grupo tem total direito de se manifestar, mas não tem direito de impedir que os outros se manifestem. Não tinha outra forma de dispersar, porque havia necessidade de evitar que os dois grupos entrassem em confronto físico. Tanto é que não houve feridos", disse.

Por meio de nota, a reitoria da PUC disse que várias pessoas foram atendidas no ambulatório da universidade com intoxicação, devido ao gás. Um estudante foi atingido na cabeça por uma bala de borracha e encaminhado a um pronto-socorro.

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