Caminhada na Avenida Paulista abre Virada da Saúde

Uma caminhada pela Avenida Paulista na manhã de hoje (3), da sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) até a Praça do Ciclista, marcou a abertura da 2ª Virada da Saúde. O evento ocorre até o dia 10 de abril com atividades culturais e esportivas por toda a cidade e lembra o Dia Mundial da Saúde, lembrado no dia 7 de abril. Além disso, também serão dadas orientações sobre prevenção de doenças, como a dengue e a gripe H1N1, e ministrados cursos de primeiros socorros.

O objetivo do evento é estimular atividades físicas e práticas corporais para promover a saúde e evitar doenças. "O sedentarismo é o principal fator de risco na população. É o mais prevalente e mata 5,3 milhões de pessoas no planeta todos os anos. Ele precisa ser combatido porque, além disso, custa caro. Ele é considerado, para a Organização Mundial de Saúde, o inimigo público número um", disse o médico Victor Matsudo, coordenador geral do Agita SP e da Rede Mundial de Atividade Física, em entrevista hoje à Agência Brasil.

Segundo Matsudo, o ideal é que os adultos pratiquem, pelo menos, 30 minutos de atividade física por dia, "que pode ser feita de uma só vez ou de forma acumulada, em três blocos de dez minutos ou dois blocos de 15 minutos". "Se não tiver chance de fazer isso todos os dias, fique em pé. Isso já combate o sedentarismo. Ficar sentado é péssimo. Para cada trinta minutos sentados, [deve-se ficar] cinco minutos em pé", disse o médico.

Ele recomenda também que as crianças façam atividades físicas, de cerca de uma hora por dia. "Precisamos incentivar que as crianças façam 60 minutos [de exercícios físicos] todos os dias porque as crianças brasileiras estão oito horas por dia sentadas em frente à televisão ou ao computador. E isso significa risco de obesidade. O Brasil é hoje o vice-campeão em obesidade infantil e precisamos combater isso agitando a agenda dessa criançada", destacou.

"A principal ideia da Virada da Saúde é despertar a questão da prevenção. Saúde não é só assistência. Saúde é muito mais do que isso. Podemos fazer várias práticas para nos cuidarmos, para cuidarmos do corpo e sermos felizes porque o mais importante da saúde é isso", disse Celia Bortoletto, secretária-adjunta de Saúde da cidade de São Paulo.

A aposentada Inês Francisca, 67 anos, era uma das centenas de pessoas que participaram da caminhada hoje. Ela contou à reportagem que pratica ioga e caminhada com frequência. "Isso mantém o corpo e até a cabeça da gente fica outra", disse. Segundo Inês, "atividade física é tudo".

Outra que participou da caminhada hoje foi a também aposentada Neusa Candida Sales, 65 anos. "Sou de um projeto no Parque da Água Branca [zona oeste paulista] onde fazemos alongamento", contou.

"É bom para a agilidade. Eu sofri um acidente, há muitos anos, no metrô e bati meu ombro esquerdo. E naquela época não havia essas atividades gratuitas em parques. Meu ortopedista pediu para que eu fizesse alongamento. Se eu não sofresse nada por um ano, não precisaria ser operada. Comecei a fazer alongamento, peguei gosto e faço até hoje", disse Neusa, que acrescentou que não precisou fazer a cirurgia no ombro e que hoje se sente bem fazendo atividades físicas. "Deixa a gente mais alegre, mais animada, mais encorajada. A saúde melhora", destacou.

Neusa só reclamou do percurso da caminhada do evento neste ano. Segundo ela, no evento anterior, a caminhada saía da Paulista e seguia até o Parque Ibirapuera, com carros de som. Este ano ficou concentrada na avenida, sem música. "Está parecendo uma procissão porque não tem som para nos movimentarmos", reclamou.

A programação da Virada da Saúde pode ser acompanhada na internet

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