Jaques Wagner diz que recebeu com "alegria" permanência do PP na base aliada

Salvador - Presidenta Dilma Rousseff durante inauguração do Navio Doca Multipropósito Bahia. A presidenta visita o terminal marítimo de passageiros do Porto de Salvador. Participam do encontro os ministros Aldo Rebe

O ministro participou da cerimônia de apresentação do navio doca da Marinha, em Salvador, acompanhando a presidenta Dilma Rousseff Roberto Stuckert Filho/PR

O ministro-chefe do Gabinete Pessoal da Presidência da República, Jaques Wagner, disse, hoje (06), ter recebido "com alegria" a notícia de que o Partido Progressista (PP) vai permanecer na base aliada do governo Dilma.

"Eu vejo com alegria. Era uma decisão que a gente esperava e mostra que a tentativa que o segmento do PMDB fez, o chamado desembarque frustrado, foi uma iniciativa precipitada e equivocada. Estamos conversando com o PR e o PSD, e acho que a tendência é que haja essa consistência de permanência no governo, o que eu acho extremamente positivo", afirmou.

A manifestação foi feita pelo ministro logo após a cerimônia de apresentação do Navio Doca Multipropósito Bahia, em Salvador, que teve a participação da presidenta Dilma Rousseff. A embarcação passa a integrar a frota marítima da Marinha. Ao comentar a troca de ministros em pastas ocupadas por membros do PMDB, Jaques Wagner disse que para ele é "natural" que os membros ocupantes de ministérios percam espaço.

"Se o PMDB abriu mão de apoiar o governo e sai de ministérios. a presidenta terá que reorganizar os ministérios. É extremamente natural que se repactue com aqueles que estão acreditando no governo, e não com quem não acredita. Aqueles que vão trabalhar conosco, como o PP, devem ampliar sua participação, mas não se trata de uma coisa vinculada à outra. É uma realidade natural a partir da decisão de saída do PMDB do governo."

O ministro afirmou que o governo nem cogita a possibilidade de eleições gerais proposta do Congresso Nacional. Para ele, isso mostra que o processo de impeachment de Dilma "caiu por terra".

"De qualquer forma, é uma coisa bem menos agressiva, mas quem tem que topar isso é a presidenta da República, e isso teria que ser uma iniciativa dela, o que não estamos nem cogitando. Agora, nosso trabalho é ultrapassar esse processo, e eu vejo essa proposta como uma tentativa dos que querem uma recompactuação nacional de entenderem que, definitivamente, esse processo [impeachment] já caiu por terra. Ele não representa a legalidade, a legitimidade, nem nada. Ele aprofunda a crise e fragiliza a democracia brasileira".

Jaques Wagner afirmou que o governo está em conversas com o PR e o PSD para que permaneçam na base aliada do governo. Sobre a quantidade de ministros do PMDB que vão permanecer no governo, o ministro disse não saber informar.

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