Lideranças partidárias e sindicalistas fazem ato pelo impeachment em São Paulo

Lideranças do PSDB, PPS, Solidariedade e das centrais sindicais Força Sindical, UGT, CSB e CGTB realizaram hoje (8) um ato a favor do impeachment da presidenta Dilma Rousseff. O evento ocorreu no auditório da sede do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção Civil do Estado de São Paulo (Sintracon), na região central da capital paulista.

 Brasília - O senador Aécio Neves fala com a imprensa antes de reunião da oposição no Senado (Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)

Para o senador Aécio Neves, o país não está dividido politicamenteArquivo/Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

"A história vai escrever de forma definitiva o nome de cada parlamentar a partir do voto na segunda-feira (11), na comissão especial do impeachment e, no domingo (17), no plenário da Câmara dos Deputados", afirmou o presidente do PSDB, senador Aécio Neves (MG).

"Vamos atrás de cada parlamentar para dizer o seguinte: a vida te deu uma oportunidade de entrar para a história. Entre pela porta da frente. Senão, você vai sair pela porta dos fundos, junto com esse governo, que não honra e não dignifica o mandato que recebeu. É hora da libertação. E já já vamos nos encontrar ali na frente construindo um novo Brasil", acrescentou.

Aécio afirmou ainda que o país não está dividido politicamente e que a maioria da população apoia o impeachment. "Hoje, o Brasil não está, como eles gostam de dizer, dividido ao meio. Bobagem, balela. Pelo menos 70%, 80% estão do lado da mudança, do resgate da ética e da eficiência. Do outro lado, aqueles que apostaram em um projeto atrasado, anacrônico, que fez com que o Brasil perdesse postos de trabalho em todos os setores e em todas as regiões do país", afirmou.

Além de Aécio Neves, participaram do ato lideranças como o senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SO), o presidente do PPS, Roberto Freire (SP) e o presidente da Força Sindical, deputado Paulo Pereira da Silva (Solidariedade).

"Não vai ter golpe, vai ter impeachment. Impeachment para quem cometeu não apenas um crime, o das pedaladas, que desorganizaram completamente as finanças do país. Cometeram um crime que foi a corrupção, a roubalheira, que destruiu a maior empresa do Brasil. Crime contra o emprego, o crime da recessão, O Brasil não está dividido. Está unido no fora Dilma, no fora PT, acrescentou o senador Aloysio Nunes Ferreira.

Sindicalista

O presidente do PPS destacou que o governo está alardeando que pobres e trabalhadores estão apoiando a atual administração federal. Segundo ele, esses grupos são os que mais estão sofrendo e também pedem o impeachment de Dilma.

"Esse encontro demonstra isso, a grave crise econômica de que eles são responsáveis, o processo de quebra das empresas, desemprego, inflação. Isso atinge muito mais direitamente aquilo que vocês, como líderes sindicais, representam. É preciso dizer para esse país que existe esquerda decente, que não se misturou com organização criminosa", disse Roberto Freire.

O presidente da Força Sindical informou que os trabalhadores e sindicalistas estão contra o governo de Dilma Rousseff. "Tinha aquela história de que todo mundo que era sindicalista e trabalhador estava a favor da Dilma. Resolvemos convocar o movimento sindical de São Paulo e alguns de fora para dizer que os trabalhadores e os sindicalistas querem fora Dilma e leve junto o PT", concluiu Paulo Pereira.

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