Petista sugere fim de reunião, oposição contesta e debate dura mais de oito hora

Brasília - O presidente da comissão, Rogério Rosso (E), e o relator Jovair Arantes analisam o parecer que pede o impeachment da presidenta Dilma Rousseff (Fábio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)

O presidente da comissão, Rogério Rosso, disse que a comissão do impeachment poderia ampliar o tempo inicial "até  cinco ou seis da manhã"Fábio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Com mais de oito horas de reunião para debate do relatório final da Comissão Especial do Impeachment, o deputado Paulo Pimenta (PT-RS) sugeriu ao presidente do colegiado, deputado Rogério Rosso (PDS-DF), que encerrasse a sessão. Em maior número na reunião e na lista de inscritos, deputados favoráveis ao impeachment rechaçaram a sugestão. Até o momento, 33 dos 116 inscritos falaram.

Para o petista gaúcho, os discursos tornaram-se "repetitivos" e, por isso, não haveria mais razão para seguir com a reunião. À tarde, os líderes partidários firmaram acordo para que a sessão iniciada na tarde de ontem (8) se prolongasse até as 3h de hoje (9).

Em resposta a Paulo Pimenta, Rosso disse que a comissão poderia ampliar o tempo inicial "até  cinco ou seis da manhã" devido ao grande número de deputados que ainda aguardam o momento para falar. Para isso, seria necessário aprovar requerimento.

"Só falta agora eles quererem dar pedaladas aqui", ironizou o Caio Nárcio (PSDB-MG). Um dos pontos da denúncia analisada pela comissão são as chamadas pedaladas fiscais, apelido dado ao atraso da União no repasse de pagamentos a bancos públicos.

Desde o início da reunião, cerca de dez manifestantes contrários ao impeachment da presidente Dilma acompanham o debate do lado de fora da sala.

 

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