Evento-teste da maratona é bem-sucedido na avaliação de atletas e comitê

O evento-teste de maratona de rua foi considerado bem-sucedido pelos atletas, pelo Comitê Rio 2016 e até pela  Marinha do Brasil, que aproveitou a maratona para testar os grupos-tarefa da corporação que serão utilizados nos Jogos Olímpicos Rio 2016.

Márcio Barreto da Silva foi o vencedor hoje (10) da maratona de rua, que representou o 33º evento-teste para os Jogos do Rio 2016. O corredor completou o percurso de 42 quilômetros195 metros em 2h31m22s. Renilson Vitorino da Silva ficou em segundo com o tempo de 2h 37m 08s e em terceiro, Renilto Batista dos Santos, com 2h41m09s.

No feminino, Marta Magna dos Santos venceu a maratona com 3h37m14s. A largada e a chegada foram no Sambódromo do Rio, região central da cidade. Os atletas passaram pela região portuária e pelos bairros do Catete, da Glória, do Flamengo e de Botafogo.

Avaliação
Segundo a Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt), nove corredores completaram a prova e sete não fizeram o percurso completo. O brasiliense Marilson Gomes dos Santos, bicampeão da Maratona de Nova York, quis conhecer o trajeto, mas percorreu apenas a metade da competição. Após tratamento para se recuperar de uma contusão na panturrilha, o corredor se prepara para a Rio 2016.

A competição serviu para os integrantes do Comitê Rio 2016 verificarem a eficácia do trajeto, as sinalizações e a intervenção urbana provocada pela maratona. A avaliação final foi que a prova foi bem-sucedida. Os atletas também gostaram da competição, apesar do calor. Para os moradores e visitantes da cidade, não foi fácil a manhã nos bairros que tiveram as ruas e avenidas interditadas para a passagem dos atletas.

O engarrafamento em muitas vias provocaram a espera no trânsito. Algumas pessoas tiveram que aguardar no Aeroporto Santos Dumont, porque houve atraso de voos com a falta de equipes que não conseguiram chegar ao terminal, como também os passageiros.

Marinha
O quilômetro 37 do trajeto passou pelo interior do complexo do Comando do 1º Distrito Naval, com isso, a Marinha do Brasil, aproveitou a maratona para verificar a participação de grupos-tarefa que poderão ser empregados nos Jogos Olímpicos Rio 2016.  Como Comandante de Defesa Setorial (CDS) Copacabana, a força testou as ações de comando e controle, as comunicações, os sistemas informatizados para interligar os Grupos-Tarefa Marítimo e Terrestre, Centros de Coordenação Tático Integrado,  e Comando Geral de Defesa de Área (CGDA). De acordo com a Marinha, o CGDA e o CDS são estruturas militares, criadas pelo Ministério da Defesa, para dar suporte aos Jogos como força de contingência.

O comandante do 1º Distrito Naval e do CDS Copacabana, vice-almirante Leonardo Puntel, ficou satisfeito com o resultado. "Conseguimos uma maior integração com o Comitê Organizador. Cerca de 90% da Maratona Olímpica passou por nossa área de responsabilidade. E atuamos com nossos grupos-tarefa nessas áreas executando os testes de comando e controle", disse.

O controle do tráfego aquaviário nas áreas de interesse do evento-teste, o Grupamento Marítimo utilizou um navio-patrulha oceânico, dois avisos-patrulha e embarcações da Capitania dos Portos do Rio de Janeiro (CPRJ).

O capitão de Mar e Guerra, Ailton Matos de Freitas Júnior, informou que o planejamento do CDS Copacabana começou no ano passado e hoje foi possível colocar em prática no evento-teste. "Fizemos, neste domingo, o gerenciamento das informações para conseguirmos a consciência situacional. Observamos na prática as ações de Comando e Controle e possíveis ajustes para os Jogos Olímpicos", disse.

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