Primeiro-ministro da Ucrânia anuncia demissão

O primeiro-ministro da Ucrânia, Arseni Iatseniuk, anunciou hoje (10) a sua demissão em discurso transmitido pela televisão, menos de dois meses depois de ter sobrevivido a um voto de confiança no Parlamento.

"Tendo feito tudo o que pude para assegurar a estabilidade do país e construir uma transição tão calma quanto possível, decidi renunciar ao cargo de primeiro-ministro da Ucrânia", disse em declaração transmitida pelos canais ucranianos, informou a agência de notícias Interfax.

Iatseniuk, que ocupava a função há dois anos, sobreviveu, em 16 de fevereiro, a uma moção de censura, no mesmo dia em que o presidente Petro Poroshenko pediu demissão.

Segundo Arseni Iatseniuk, a demissão deverá ser ratificada terça-feira e Poroshenko já designou o presidente do Parlamento, Volodymyr Groissman, para lhe suceder.

Nos últimos meses, o primeiro-ministro demissionário vinha sendo fortemente criticado pela insuficiência das reformas prometidas e por defender os interesses dos oligarcas.

Iatseniuk, 41 anos, disse hoje que as forças europeias devem constituir nova coligação e formar um novo governo, que será apoiado pela sua Frente Popular.

"Há algo que não se pode permitir: a desestabilização do Poder Executivo em tempos de guerra. E essa perspectiva é inevitável após a demissão, se não for escolhido imediatamente um novo governo", acrescentou.

O primeiro ministro demissionário defendeu ainda "uma nova legislação eleitoral, reformas constitucionais, uma reforma da Justiça".

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