Manifestantes contra impeachment marcham rumo ao Congresso Nacional

 MST, CUT e Pequenos Agricultores estão acampados próximo à Esplanada dos Ministérios desde o último final de semana (Elza Fiúza/Agência Brasil)

Grupos contra impeachment montam acampamento ao lado do Teatro NacionalElza Fiúza/Agência Brasil

Manifestantes contrários à abertura de processo de impeachment da presidenta Dilma Rousseff fazem, neste momento, ato em defesa do governo, com marcha em direção ao Congresso Nacional.

O grupo reúne representantes dos movimentos dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e dos Pequenos Agricultores (MPA), da Central Única dos Trabalhadores (CUT), dos Artistas pela Democracia e outros.

De acordo com a Polícia Federal do Distrito Federal, cerca de 300 pessoas participam da marcha.

Segundo uma das representantes do Acampamento pela Democracia, Rafaela Alves, de hoje (11) até domingo (17), o movimento pretende reunir 150 mil pessoas de todo o país na capital federal. "Ao longo desta semana, vamos fazer todos os atos que forem necessários contra o golpe, contra o impeachment, pela democracia. Entendemos que o golpe é nos trabalhadores, não somente no governo", afirma Rafaela.

Nas proximidades da Esplanada dos Ministérios, desde a noite de domingo (10), simpatizantes do governo e defensores do impeachment começaram a montar acampamento. Os movimentos que são contra o impedimento de Dilma montam suas barracas no estacionamento do Teatro Nacional, a poucos quilômetros do Congresso.

Brasília - Manifestantes que defendem o afastamento da presidenta Dilma Rousseff montaram acampamento no Parque da Cidade (Elza Fiuza/Agência Brasil)

Apoiadores do impeachment montaram barracas

no  Parque  da  Cidade  Elza Fiúza/Agência Brasil

A Polícia Militar monitora os acampamentos, e a Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal (SSP-DF) preparou um esquema de segurança especial para esta semana, dividindo a Esplanada dos Ministérios ao meio com um alambrado que foi montado domingo por detentos do regime semiaberto do Centro de Detenção Provisória de Brasília. A ideia é impedir a visibilidade e o contato entre os grupos contrários e reduzir a chance de provocações e embates.

"O que estamos vendo é uma luta de classes na rua, o muro é o reflexo disso. A luta de classe não é de hoje. De um lado, os que pautam o golpe e do outro, os que pautam a democracia. Essa é a certeza de que há dois projetos em disputa", afirma a representante do Acampamento pela Democracia.

Brasília - Para evitar confrontos entre manifestantes pró e contra impeachment, a Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal delimitou área na Esplanada dos Ministérios (José Cruz/Agência Brasil)

Área para os que são pró e contra impeachment

foi demarcaa por um alambrado Agência Brasil

Um corredor de 80 metros de largura no gramado central da Esplanada será ocupado pelas forças de segurança, separando os dois grupos: os contra o impeachment, do lado norte, onde fica o Teatro Nacional; os que são a favor do afastamento de Dilma, do lado sul, junto à Catedral de Brasília.

Abril Vermelho

Representantes dos movimentos de luta pela reforma agrária, por sua vez, destacaram que o 17 de abril já é um dia em que tradicionalmente se reúnem em Brasília, por marcar o Dia Internacional de Lutas Camponesas, e quando é lembrado o massacre de Eldorado dos Carajás, no Pará, em que 19 camponeses foram mortos pela polícia, há 20 anos.

O movimento, conhecido como Abril Vermelho, é realizado anualmente em todo o país e este ano, terá atos concentrados na capital federal.

*Com informações de Felipe Pontes

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