Planejamento para crises e aglomerações na Rio 2016 passa por ajustes finais

O planejamento para gerenciamento de crises, grandes eventos e aglomerações para os Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016, no âmbito da Secretaria de Estado de Defesa Civil do Rio de Janeiro (Sedec), está preparado e em fase de ajustes finais. A informação foi dada hoje (12)  pelo superintendente para Grandes Eventos da Sedec e Corpo de Bombeiros do estado, coronel Wanius de Amorim.

No foco interno, o planejamento próprio da secretaria e do Corpo de Bombeiros foi concluído, com base na experiência de grandes eventos anteriores que ocorreram no Rio de Janeiro, "aperfeiçoando processos e testando procedimentos, dentro de um ambiente de integração da segurança pública", disse Amorim.

Segundo o coronel,  no Centro Integrado de Comando e Controle, coordenado pelo governo federal e que reúne forças de segurança pública dos três níveis de governo (federal, estadual e municipal), realizam-se oficinas temáticas, onde são discutidas contingências de várias ordens. "Nós trabalhamos os protocolos interagências, instruímos esses protocolos, dentro desse grande esforço coletivo".

Ele participou do 5º Seminário de Segurança, iniciado no Riocentro, em Jacarepaguá, zona oeste da cidade, em paralelo à Feira Internacional de Segurança Pública e Corporativa (Laad Security 2016), com participação de autoridades das três esferas governamentais, especialistas e lideranças empresariais.

No caso de manifestações sociais que estão sendo anunciadas para o período da Olimpíada Rio 2016, o coronel Amorim informou que o que cabe à Sedec é estabelecer o plano de segurança, não só para os manifestantes mas para a população e os próprios agentes envolvidos, em termos de proteção e enfrentamento.

Segundo o superintendente, a população desconhece que, nas manifestações ocorridas em 2013, na época da Copa das Confederações, "mais da metade das pessoas feridas era agentes públicos, geralmente policiais, e nós tínhamos que desenvolver um planejamento de proteção desses agentes públicos, diferente do socorro prestado ao manifestante do evento". A análise de risco engloba esses detalhes, disse o coronel: "Tudo é considerado no esforço de integração da segurança dos governos".

Quase cinco mil bombeiros e agentes da defesa civil trabalharão em escalas diretamente na segurança dos Jogos, nas ruas, com reforço do efetivo nos quartéis, e em algumas instalações esportivas. "Os Jogos já começaram para a gente há muito tempo", diz Amorim, que esteve nas Olimpíadas de Londres, em 2012, e revela que o planejamento para 2016 foi iniciado naquele ano, devido à grandeza do evento e aos inúmeros detalhes que têm de ser observados. Ele confirmou que o planejamento vai sendo aprimorado ao longo do tempo e incorporando eventos que ocorrem nesse intervalo.

O 5º Seminário de Segurança Laad prossegue amanhã (13) discutindo, entre outros temas, segurança pública, desastres naturais, inteligência e resposta a ameaças terroristas, guerra eletrônica. No último dia do evento (14), o terceiro módulo do seminário abordará segurança corporativa.

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