PSD vai encaminhar votação favorável ao processo do impeachment, diz líder

Brasília - O líder do PSD na Câmara, deputado Rogério Rosso, fala à imprensa (Wilson Dias/Agência Brasil)

Mais  de  80%  dos 39  deputados do PSD devem votar pelo impeachment, afirma Rosso Wilson Dias/Agência Brasil

A bancada do PSD na Câmara dos Deputados decidiu hoje (13) que vai encaminhar, no próximo domingo (17),  votação favorável à admissibilidade do processo de impeachment da presidenta Dilma Rousseff. O anúncio foi feito há pouco pelo líder do PDS na Câmara, Rogério Rosso (DF), após a bancada tomar a decisão e comunicá-la ao ministro das Cidades, Gilberto Kassab, presidente do partido.

O PSD, que integra a base do governo no Congresso, encaminhou votação contrária ao impeachment na comissão especial, mas nesta quarta-feira deliberou por outra posição. "Agora, o encaminhamento passa a ser favorável à admissibilidade. Esta é uma votação em que tem que ser marcada uma posição, em que se tem uma imensa responsabilidade, e o PSD não se sentiria confortável em manter [seu parlamentar]  liberado. Portanto, ele marca uma posição de bancada pela admissibilidade", disse Rosso.

Sobre a permanência de Kassab no governo, Rosso disse que a decisão cabe ao ministro e ao partido. "O ministro Gilberto Kassab tem a característica de respeitar a decisão da bancada e disse que aceitaria qualquer que fosse a decisão", afirmou Rosso. Segundo o líder, Kassab participou do início da reunião e deixou a bancada livre para decidir sobre a votação.

Rosso informou que mais de 80 % dos deputados da bancada foram favoráveis ao encaminhamento pela admissibilidade na votação do pedido de afastamento da presidenta Dilma. Ele disse acreditar que mais de 80% dos 39 deputados do PSD votarão favoravelmente à admissibilidade do processo.

Quanto ao encaminhamento da votação do PSD na comissão especial, Rosso disse que houve um equívoco naquele dia. "Foi um equívoco não intencional o encaminhamento contrário ao processo, tanto é que o resultado da comissão mostrou isso. Estou convencido de que devemos votar pela admissibilidade e que o Senado deverá detalhar a questão e dar oportunidade à presidenta Dilma de se defender."

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