Com sede em Petrópolis, região serrana fluminense ganha sua festa literária

Paulo Virgílio - Repórter da Agência Brasil

A exemplo de outros locais históricos do país, a região serrana fluminense tem a partir de agora o seu festival de literatura. A 1ª Festa Literária da Serra Imperial (Flisi) está sendo aberta na noite de hoje (15), no Museu Imperial, em Petrópolis, com uma palestra da escritora e acadêmica Nélida Piñon, sobre Literatura e Memória: o Livro das Horas.

A memória é o tema geral do evento, que vai reunir até domingo (17) nomes como os historiadores Mary Del Priore, Isabel Lustosa e Luiz Antonio Simas, e o compositor escritor e pesquisador Nei Lopes. A curadoria das mesas é da escitora Guiomar de Grammont, coordenadora do Fórum de Letras de Ouro Preto (MG).

A Flisi é resultado de uma iniciativa do Instituto Oldemburg de  Desenvolvimento, em parceria com o Museu Imperial, unidade do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), do Ministério da Cultura. De acordo com presidente do instituto, Cristina Oldemburg, a intenção é que o evento se configure como instrumento de mobilização cultural em prol do livro e da literatura nacional na região serrana fluminense.

"Além de incentivar o participante a conhecer novos escritores, a Flisi vai estimular o pensamento crítico, por meio de palestras, debates, exposições e lançamentos literários", disse. Segundo Cristina, a importância da Cidade Imperial no contexto histórico e cultural do país fará com que o evento entre para o calendário literário do país.

Já para o diretor do Museu Imperial, Maurício Vicente Ferreira Jr., a primeira edição da festa literária "é um convite à reflexão sobre as dimensões da História e da memória, a partir da relação do indivíduo com a literatura". Ele destacou a importância do evento para o museu, que "amplia seu público e também a oferta de oportunidades para a fruição do acervo histórico e artístico sob sua responsabilidade".

Neste sábado, a memória da região será abordada em duas mesas da Flisi. Às 10h, no Cine Teatro do Museu Imperial, Mary Del Priore e Isabel Lustosa falam sobre "einado e Império em um tempo de transformação e contradições. À tarde, a história de Revert Henrique Klumb, fotógrafo da Casa Imperial que em 1872 publicou um interessante guia sobre a Estrada União e Indústria, que liga Petrópolis a Juiz de Fora (MG), será o tema da mesa que terá como convidados dois fotógrafos contemporâneos, Pedro Vasquez e o príncipe Dom João de Orleans e Bragança.

Ainda no sábado, o espetáculo Um Sarau Imperial, dramatização interativa que representa a sociedade da corte no século 19, maraca o encerramento da programação. No domingo (17), a agenda da Flisi será focada em diversas Vivências Literárias, entre elas uma visita guiada à casa onde viveu e morreu o escritor austríaco Stefan Zweig (1881-1942).

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