DEM critica governo Dilma e defende impeachment

Ivan Richard - Repórter da Agência Brasil

Oitavo partido a falar no processo de admissibilidade do processo de impeachment, o DEM criticou o governo da presidenta Dilma Rousseff e defendeu a aprovação do afastamento de Dilma no próximo domingo (17). Representantes da legenda lembraram que, ao tomar posse, a presidenta assumiu o compromisso de defender e cumprir a Constituição Federal e a leis, o que acabou não fazendo ao, na visão do partido, desrespeitar, por exemplo, a Lei de Responsabilidade Fiscal.

"Hoje, os 513 deputados deparam-se com aquela linha entre o livre arbítrio e o destino. Não só o destino individual como parlamentar que está em jogo, mas o destino da credibilidade desta Casa e do nosso Brasil. Quando ela [a presidenta] aqui esteve, ela fez o seguinte compromisso: prometeu manter, defender e cumprir a Constituição. Cumpriu? Manteve?", questionou o deputado Mandeta (MS).

"Vimos vários parlamentares apontarem para esta Casa dizendo que ela é golpista. Disseram que o juiz Sérgio Moro é golpista, a polícia é golpista, o Supremo, a Globo, a imprensa são golpistas. Só lhes vale aquilo que lhes agrada. Quando não lhes agrada, enfiam a mão no bolso do povo brasileiro para comprar. E compram", acrescentou o deputado em crítica ao PT.

O líder do partido, Mendonça Filho (PE), disse que todo o Brasil "clama por providências" e "reclamam solução para o impasse nacional". "Ao contrário do que foi dito por forças governistas que têm se revezado da tribuna, [o marasmo] não foi provocado pela oposição. O impasse vivido pelo Brasil hoje é decorrente basicamente e principalmente da incapacidade de governar de um governo que levou o Brasil ao fundo do poço. Que atolou nosso país em um mar de lama e em um esquema de corrupção endêmica".

Na visão do líder, houve "dolo claro" da presidente ao editar decretos de crédito suplementar sem autorização do Congresso e no atraso de repasse de recursos a bancos públicos. "É evidente e o Brasil todo percebeu". 

Claudio Cajado (BA) ressaltou que até domingo (17), "os olhos do país" estarão voltados para os 513 deputados e classificou o atual momento como o "mais dramático já vivido". Para ele, o Parlamento não poderá faltar à nação e tem que aprovar o impeachment.

"O poder constituinte originário determinou que o afastamento do presidente da República seria de competência da Câmara e o julgamento pelo Senado. A Constituição deixou claro o viés político dessas decisões e, se assim não fosse, determinaria ao Supremo afastar e caçar o mandato presidencial", disse.

Para o deputado Marcos Soares (RJ), a Câmara precisa tomar a decisão "certa" e aprovar a admissibilidade do impeachment. "O Brasil é maior que todo esse engano. Essa é a hora de dar um basta nisso tudo. Qual será a decisão nesse plenário no próximo domingo? Acredito que será aquela que o povo sonha há tempos".


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Ivan Richard

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