Homem fura o pato da Fiesp a faca e vai preso na Avenida Paulista

Marli Moreira - Repórter da Agência Brasil

São Paulo - Pessoas acampam na Avenida Paulista em manifestação a favor do impeachment da presidenta Dilma (Rovena Rosa/Agência Brasil)

O pato que se tornou um símbolo da luta pelo impeachment, na Avenida Paulista, foi furado a fraca, mas logo substituído por outro igualRovena Rosa/Agência Brasil

Eram ainda 8h30 de hoje (17) quando um homem, de identidade não revelada pela polícia,  usou uma faca para furar o pato amarelo inflável, instalado em frente ao prédio da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), na Avenida Paulista, região central da capital paulista, e que se tornou um símbolo dos atos contra a permanência da presidenta Dilma Rousseff na condução da Nação. O agressor foi detido  pela Polícia Militar (PM) e logo o pato danificado foi substituído por outro igual.

A PM informou que até o meio da tarde esta foi registrada a única ocorrência registrada  na área ocupada por  manifestantes favoráveis ao impeachment de Dilma, que estão mais concentrados no quarteirão das ruas Pamplona e Peixoto Gomide, entre o Museu de Arte de São Paulo (Masp) e o prédio da Federação e Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp/Ciesp), ao contrário do que ocorreu em manifestações anteriores, em que todas as vias da região da Paulista foram tomadas pela multidão.

Nas extremidades desse trecho é que estão os carros de som do Movimento Vem Pra Rua, próximo à Pamplona, e do Movimento Brasil Livre, em frente ao Masp. A exemplo dos demais atos do gênero, a maioria das pessoas está vestida com roupas nas cores da bandeira brasileira, predominantemente, o amarelo. Até por volta das 15h30, a Polícia Militar ainda não tinha feito a estimativa de público.

Segundo a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) não houve necessidade de interdições especiais porque, aos domingos, a Paulista já é fechada ao tráfego de veículos. O público acompanha a sessão de votação do impeachment, que ocorre na Câmara dos Deputados, por meio de telões e o clima é de tranquilidade.

Logo após o início da sessão, a consultora de viagens Márcia Guzardi, de 60 anos, justificou que o seu comparecimento ao local não está associado à nenhum partido, mas ao desejo de mudanças: "A gente tem que acreditar. Eu confio no meu país. Eu acredito que, com muita gente junta, vamos conseguir mudar. Eu estou lutando por um país melhor e não por um partido", explicou ela.

Já para o advogado Rafael Garcia, de 31 anos, um dos piores reveses é o desemprego. "O povo está sofrido, sem segurança, saúde e moradia e, principalmente, vivendo uma trajetória de desemprego que atinge dez milhões. E, por trás de cada desemprego, tem uma família. As empresas estão falindo, o dólar beira os R$ 4,00. Perdemos a Petrobras e estamos diante da maior corrupção do mundo. Isso tem que mudar", desabafou ele.

Garcia também rebateu as argumentações do grupo que é contrário ao impeachment e que acredita que a presidenta Dilma Rousseff não cometeu crime de responsabilidade fiscal. Ele argumentou que, ao usar dinheiro de propina em campanhas eleitorais e desviar recursos do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal (CEF) para pagar dívidas do governo federal, ela feriu a lei 1079, de 1950, que trata de crime de responsabilidade fiscal.

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