Manifestantes se concentram na Avenida Paulista e no Vale do Anhangabaú

Marli Moreira - Repórter da Agência Brasil

Manifestantes favoráveis e contrários à aprovação do pedido de impeachment da presidenta Dilma Rousseff começam a se concentrar em dois pontos de São Paulo, na Avenida Paulista e no Vale do Anhangabaú. Em ambos os locais, haverá telões para que a população possa acompanhar o processo de votação, previsto para começar às 14h. 

Vale do Anhangabaú

No Vale do Anhangabaú, ficarão os grupos contra o impeachment. No local, balões de centrais sindicais, faixas e cartazes estão espalhados por todos os lados em apoio à presidenta Dilma Rousseff. Em um dos cartazes está escrito: "Dilma venceu a Ditadura. Venceu as eleições e vencerá o Golpe". 

"Espero a presença de 100 mil aqui", afirmou Ana Flores, uma das coordenadoras da Frente Brasil Popular, que veio da cidade de Presidente Prudente (SP). Segundo ela, dois ônibus com manifestantes contrários ao processo vieram da região do Pontal do Paranapanema.

O secretário da Central Única dos Trabalhadores (CUT), João Batista Gomes, estima um número maior de manifestantes. "A voz na rua é importíssima para fazer valer o mandato da presidenta eleita com 54 milhões de votos", disse. "Eu apoio ela.Vi muita coisa errada envolvendo gente do PT, mas não tem nada contra ela [presidenta Dilma Rousseff]", disse a maranhense Celia Maria Oliveira Rodrigues, que mora em São Paulo há 14 anos. 

Avenida Paulista

Na Avenida Paulista, ficarão os manifestantes favoráveis à saída de Dilma Rousseff do poder. Pelas vias,  já se vê pessoas com camisas verde e amarelo e integrantes do Movimento Vem para Rua, um dos organizadores do ato no local. Como ocorre todos os domingos, a Paulista está fechada para a circulação de carros. A aposentada Lourdes Lora, de 67 anos, que vai acompanhar a votação no local, disse que espera um resultado "favorável ao Brasil". "Que se faça justiça porque o povo brasileiro está cansado de tanta coisa errada", disse. Ao lado dela, Dirce Fernandes, de 62 anos, pedagoga também aposentada, afirmou que "o impeachment é a única solução. Não é o ideal, mas precisa começar por alguma coisa".

Enrolado com uma bandeira do Brasil nas costas e o rosto pintado de verde e amarelo, o estudante de administração de empresas, Gabriel Marquezini, de 21 anos,  considera o dia de hoje histórico para o país.  "O povo pode eleger e tirar os seus governantes", disse. "O PT dizia que estava ao lado do pobre, mas por trás estava com a elite e se aliou às grandes empreiteiras; quebrou a Petrobras e cometeu crime de responsabilidade fiscal. Por isso, não tem condições desse governo continuar". 

A Câmara dos Deputados decide hoje (17) se aceita a denúncia de crime de responsabilidade contra a presidenta Dilma Rousseff acatada em dezembro pelo presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Após mais de dois dias de discussão pelo plenário da Casa, o parecer do relator Jovair Arantes (PTB-GO), pela admissibilidade do impeachment, vai a voto a partir das 14h. A votação é aberta e cada um dos 513 deputados será chamado nominalmente para declarar sua posição. Para ser aprovado são necessários 342 votos favoráveis, ou dois terços da Casa.

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