No Anhangabaú, manifestantes confiam na derrota do impeachment

Daniel Mello - Repórter da Agência Brasil

As vaias tomaram o Vale do Anhangabau quando o rosto do presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), apareceu no telão instalado no centro da capital paulista. Logo após o fim dos discursos dos líderes partidários, Cunha anunciava o início da votação da admissibilidade do processo de impeachment da presidenta Dilma Rousseff. Os manifestantes contrários ao afastamento prosseguiram vaiando os votos dos deputados que defendem a destituição da presidenta.

Entre os manifestantes, grande parte vestida de vermelho e portando bandeiras de movimentos sociais, o clima é de confiança em um resultado favorável ao governo. "Eu acho que vai ser muito duro o processo, ainda mais pela forma que o presidente da Câmara coloca o processo, com os estados mais favoráveis [ao impeachment] votando primeiro", ressaltou o universitário Douglas Cavalcante, de 23 anos. "Mas eu creio na vitória dos movimentos sociais", ressaltou Douglas, que mora na comunidade de Heliópolis, na zona sul paulistana.

A funcionária pública Leide dos Anjos, de 52 anos, também se dizia confiante na vitória. "O Congresso tem que respeitar a vontade da população. São 54 milhões de votos, eles têm que respeitar", afirmou.

Desde o início da tarde, os manifestantes contrários à destituição de Dilma acompanham, no Vale do Anhangabaú, o desenrolar da votação na Câmara dos Deputados. Os manifestantes gritam palavras de ordem e tocam instrumentos de percussão para animar a mobilização.

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