PSB, PRB e PTB recomendam o sim à continuidade do processo de impeachment

Mariana Jungmann - Repórter da Agência Brasil

Os líderes do PSB, PRB e PTB orientaram suas bancadas a votar pela admissibilidade do processo de impeachment da presidenta Dilma Rousseff. O primeiro deles, o deputado Fernando Coelho Filho (PSB-PE), disse que seu partido já apoiou o governo, mas "se frustrou" com a presidenta.

"A presidenta perdeu a autoridade e a credibilidade para criar uma agenda mínima para tirar o país da atual situação", afirmou Coelho Filho. "Que a decisão da Casa nesta tarde histórica de domingo (17) signifique aos milhões de brasileiros que estão em praças públicas nos assistindo uma decisão para resgatar a esperança", completou o líder.

Em seguida, o líder do PRB, deputado Márcio Marinho (BA), também lembrou que seu partido já compôs a base aliada do governo, mas decidiu "desembarcar de cabeça erguida" por não compactuar com as denúncias de corrupção.

"Nosso partido republicano brasileiro há pouco tempo participava do governo. Mas nós, que pregamos o respeito à democracia e à coisa pública, jamais poderíamos compactuar com as denúncias e os crimes de corrupção. Não poderíamos continuar participando de um governo como esse. Tomamos a decisão de desembarcar do governo de cabeça erguida", afirmou.

Márcio Marinho garantiu que a posição dos 22 deputados do PRB é pela admissibilidade do processo de impeachment. Acrescentou que não se trata ainda de votar pelo impedimento da presidenta. "Não estamos cassando ninguém. Decidir se cometeu crime ou não cabe ao Senado Federal", informou.

O líder do PTB, deputado Wilson Filho (PB) também defendeu a continuidade do processo. Lembrando que seu partidojá foi da base governista, ele ressaltou os pontos positivos do governo petista. "O PT fez bem ao entrar e fará um bem ainda maior ao sair", acrescentou.

De acordo com o líder petebista, "o grande legado do PT foi firmar de maneira definitiva a busca da igualdade como uma condição da nossa democracia". No entanto, Wilson Filho acredita que a presidenta Dilma Rousseff não tem "condições de reverter o quadro e precisamos de soluções urgentes".

Por fim, o líderafirmou que seu partido decidiu orientar sim ao pedido de impeachment após ouvir especialistas jurídicos e suas bases. "Sou a favor da boa política. Meu voto não foi conquistado por ninguém, mas sim pelo peso de tudo o que vi, estudei, li e refleti", concluiu.

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