Reconstrução de áreas destruídas é política de Estado, diz presidente do Equador

Maiana Diniz - Repórter da Agência Brasil*

Reconstrução de áreas destruídas pelo terremoto é política de Estado, diz presidente equatoriano, Rafael Correa

Reconstrução  de  áreas  destruídas  será política

de Estado, diz o presidente Rafael Correa  Andes

O presidente do Equador, Rafael Correa, disse hoje (20) que o país está demonstrando uma "unidade incrível" diante da emergência criada pelo terremoto do último sábado (16), que, até o momento, causou mais de 500 mortes. Em encontro com jornalistas, no palácio do governo em Quito, após visitar as zonas mais afetadas pelo tremor, Correa disse que o momento pede união nacional.

"A esperança é que estas provas duríssimas nos recordem o que é verdadeiramente importante: a vida, a segurança de nossas famílias, de nossas comunidades; entender que o que nos une é muito mais do que o que nos separa", afirmou Correa, dizendo que políticos "sérios" da oposição lhe enviaram um abraço solidário e se colocaram à disposição para colaborar.

"É o momento da unidade nacional. É muito doloroso, estamos chorando pelas nossas vítimas, e temos que seguir chorando, mas insisto que essas lágrimas fertilizem o solo do futuro. Vamos sair à frente, e vamos sair fortalecidos como nação", destacou.

Rafael Correa agradeceu o apoio dos setores privado e público, em especial de autoridades dos governos regionais, e a solidariedade da comunidade internacional, que, segundo ele, pode ajudar o Equador visitando o país.

"Hoje, mais que nunca, o turismo não pode ser afetado. Tivemos um impacto muito focalizado, mas as praias de Guayas, Santa Elena e El Oro, estão belas como sempre; Quito, Cuenca, nossa Amazônía, Galápagos, nossos parques nacionais, nossas belezas nacionais, também. Assim, a melhor solidariedade é vir visitar o Equador", disse Correa.

O presidente do Equador disse também que a infraestrutura pública está resistindo muito bem e que, pouco a pouco, tudo vai voltar à normalidade. Ele informou que foram estabelecidos comandos nos locais afetados, liderados por ministros e que também foram criados centros fixos de distribuição de água e alimentos nas unidades de polícia comunitária.

Segundo a vice-ministra da Saúde, Verónica Espinoza, as diferentes unidades médicas existentes na região da crise se encontram abastecidas com profissionais e voluntários. "Temos 143 voluntários e 634 médicos independentes, além de 1.700 profissionais da saúde de diferentes áreas a postos", afirmou Verónica.

Reconstrução

O presidente Rafael Correa disse que a reconstrução das áreas devastadas pelo terremoto que atingiu 7,8 graus na escala Richter na Costa de Esmeraldas e Manabí, regiões mais afetadas pelo desastre, deve ser uma política de Estado.

"Não se pode fazer a reconstrução pela metade. Somos muito bons para executar, mas, por mais rápido que trabalhemos, até maio de 2017, não vamos ter todos os desabrigados em residências definitivas", disse Correa, destacando que essa política vai transcender o atual governo.

Correa ressaltou que a situação vai permitir que se melhore o nível da infraestrutura urbana e que, no fim, as pessoas viverão em condições mais seguras.

O terremoto foi registrado às 18h58 de sábado (16) e destruiu cidades e povados, principalmente nas províncias de Esmeraldas e Manabí, onde foram registrados numerosas vítimas e danos à infraestrutura.

A magnitude do desastre levou o governo a decretar estado de emergência no país para facilitar a atenção às vítimas e garantir a segurança.

Nesta quarta-feira, um novo terremoto, de magnitude 6,1 na escala Richter, abalou a costa norte do Equador, mesma área onde ocorreu o tremor de sábado, conforme informou o Serviço Geológico dos Estados Unidos.

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