Obama quer concluir negociações de livre-comércio EUA-UE até ao fim do ano

Da Agência Lusa

Os Estados Unidos e a União Europeia devem "prosseguir" as negociações sobre o acordo de livre-comércio, com o objetivo de concluí-las "até ao fim do ano", afirmou hoje (24) o presidente norte-americano, Barack Obama, em visita à Alemanha.

"Angela [Merkel] e eu estamos de acordo para afirmar que os Estados Unidos e a União Europeia [UE] precisam de prosseguir as negociações de um acordo comercial transatlântico", apesar das divergências e das críticas, declarou Barack Obama numa entrevista junto com a anfitriã alemã, na chegada a Hanôver.

"Não espero que consigamos ratificar um acordo até ao fim do ano, mas prevejo que consigamos concluir as negociações do acordo e nessa altura as pessoas poderão perceber por que é que o acordo é positivo para os nossos dois países", disse o presidente. Angela Merkel considerou que, "na perspetiva europeia, o acordo será uma grande ajuda ao crescimento da nossa economia".

Os Estados Unidos e a União Europeia estão desde 2013 envolvidos no desenho de um vasto acordo de livre-comércio, no âmbito do qual decorrerá a 13ª roda de negociações esta semana em Nova York.

O projeto tem sido alvo da contestação cada vez mais forte da sociedade civil, como demonstrou o desfile de várias dezenas de milhares de manifestantes nas ruas de Hanôver ontem (23), véspera da chegada de Obama à cidade.

Há mais manifestações previstas para hoje e amanhã (25) em Hanôver, durante o tempo de estadia do presidente norte-americano na capital da Baixa Saxónia, nas margens do Rio Leine.

Iraque

Obama adiantou ainda que o grupo das sete maiores economias mundiais (G7) prepara um pacote de assistência econômica para o Iraque, com o objetivo de contribuir para a estabilização do país.

Segundo a agência de notícias EFE, Obama adiantou ter abordado com Angela Merkel os "desafios em matéria de segurança" que o Iraque enfrenta e anunciou que na próxima reunião do G7, que será no Japão, vai ser dado um "passo adicional" para aprovar a ajuda econômica aos iraquianos.

O G7 reúne as sete maiores potências do mundo Estados Unidos, Alemanha, Reino Unidos, França, Itália, Canadá e Japão. Obama e Merkel mostraram-se em sintonia ao destacar o compromisso no combate ao terrorismo na Síria, no Iraque e Afeganistão.

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